CATEGORIA: Conte Sua História

Conte sua História: Namoro alguém muito mais velho

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Oi Isa, meu nome é B. R, e se algum dia você resolver publicar essa história no seu blog, peço que não divulgue o meu nome. Tenho 16 anos e daqui a um mês faço 17, namoro uma pessoa 28 anos mais velha que eu, estamos juntos a 9 meses e somos muito apaixonados um pelo outro. Porém existe um problema: o preconceito da minha família. Minha mãe é muito antiquada, geralmente em shoppings, restaurantes, fico bastante incomodada com os olhares das pessoas quando estamos juntos. Sabe, sempre acreditei na seguinte frase: "O amor não tem idade", tenho um companheiro e parceiro que me apoia em tudo, e vejo nele o tal "príncipe encantado" que nós garotas idealizamos quando somos crianças. Ele quer construir família, casar, e todos esses passos... Mas estou muito dividida, não sei como contar isso pra minha mãe. Meu maior medo é que ela não aceite a ideia, não goste dele e me proíba de namorá-lo. Tá cada vez mais difícil "esconder" o namoro dela, não sei o que fazer! Espero que algum dia vc possa me responder e me ajudar com algum conselho. De sua fã, com muito carinho. Beijos.

Oi B.F., tá boa? Que história de arrancar o coração, hein? Pelos meus cálculos ele tem 45 anos, e realmente essa diferença pode assustar muitas pessoas. Eu concordo que o amor não tem idade, e realmente acho que não tenha. Se ele é uma pessoa que te trata bem, te faz bem, e que você se imagina vivendo ao lado, então realmente é amor de verdade. O único problema que eu vejo é que você é muito nova ainda para pensar em casamento. E seus estudos? Sua vida profissional? Sua dita indenpendência? Você não deve abandonar isso para se casar com ele, entende? Essa é a minha opinião, claro. Não é uma verdade absoluta.

O amor pode vir cedo demais. Mas ele não pode te fazer pulas fases da vida. Você precisa viver tudo. Colégio, faculdade, amigas falsas, bebedeira com os amigos, tudo. Se esse relacionamento de vocês não te impedir dessas coisas, acho que ele pode dar certo. Porém veja bem, ele já tem 45 anos, e é meio que óbvia a urgência de ter alguém para desfrutar a vida ao seu lado, resumindo, ele quer casar logo. Não quer perder mais tempo, e eu entendo o lado dele. Mas também entederia caso sua mãe barrasse esse casamento e disesse que você ainda está muito nova. Porque você de fato, está.

Não tem idade pro amor, isso é um fato inconstestável. Mas os anos devem se passar para que sejamos maduras. Entende?

Você acha que já tem maturidade para ser uma mãe, uma esposa, uma mulher? Se sim. Vai fundo. Chame seus pais, converse com eles. Porque as pessoas que estão ao nosso redor conhecem mais sobre nós, do que nós mesmos. Então se você for essa mulher, sua mãe saberá, e só lhe restará concordar com sua decisão.

Mas não se anule. Relacionamento não é tudo na vida. Você precisa ter a sua vida independente do amor que existe entre vocês dois. Não deixe de estudar, trabalhar, malhar, sair com as amigas. Me promete isso?

Qual o seu conselho para a B.F? Vamos ajudá-la nos comentários!

Escrito por Isabela Freitas

Isabela Freitas tem 25 anos, mineira, atualmente em São Paulo, mas vive mesmo no mundo da Lua. Gosta do número 7, amores de arrancar o coração, bichinhos de rua e músicas fofinhas. Ah, ela adora signos também. Sagitariana, teimosa, sincera, sonhadora, dramática e um pouco exagerada. Mas só um pouquinho. Autora dos livros "Não se apega, não" e "Não se iluda, não", e você pode comprá-los aqui. Juntos eles já venderam 500.000 exemplares e até hoje eu não acredito nisso.

Carta da Leitora: Síndrome do Pânico

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Eu escrevo esse texto porque sofro de Síndrome do pânico há 5 anos desde 2009. Eu tenho 27 anos, e tudo comecou aos 24. Num período de 2 anos, enterrei 6 parentes meus. Todos os avós que tinha, e 3 tios. Você tem noção do que é ver um álbum de família e literalmente constatar que METADE da sua família está morta? E a que sobrou é pouca... Meus pais, um irmão 10 anos mais velho que mora na China, e 2 tias que moram no interior de SP. Ah, tenho o meu marido também. Mas de sangue sobraram apenas 5 pessoas.

É muito difícil, depois das mortes eu comecei (e apesar de toda a medicação que ainda tenho que tomar e a terapia que faço até hoje) a achar que eu ia morrer. Ou que meus 5 parentes que sobraram iam morrer também. Achava que qualquer um podia morrer em qualquer momento. Óbvio que logicamente isso é verdade, podemos mesmo morrer a qualquer momento. Mas pensar nisso 24 horas me consumiu por inteiro...

Daí eu parei de ir nos lugares. A primeira manifestação foi no cinema, quando jurei que ele ia pegar fogo e tive que sair correndo chorando, sem ar (na época arrastei meu marido - então namorado - que foi compreensivo e dizia nada estava acontecendo). Realmente nada estava acontecendo no mundo exterior. Mas dentro da minha cabeca era outra história.

Com isso eu parei de sair de casa dos meus pais (ainda não era casada - casei em 2013). Mais precisamente do meu antigo quarto. Meu marido (que era namorado) ia me visitar lá. Eu simplesmente não saia porque tinha PAVOR que se eu pisasse no mundo lá fora, tudo de ruim ia acontecer comigo. Fiquei 1 ANO E MEIO SEM SAIR DO QUARTO. Só consegui sair quando eu comecei a ir no psquiatra (que no início eu me recusava - porque a pessoa no início nunca se enxerga doente).

Junto com o pânico, veio a depressão e a compulsão alimentar. Eu era magra, e acabei engordando 60 quilos. Fui de 60 para 120. Hoje eu estou com 83, e se Deus quiser volto aos 60 novamente. Mas naquele momento a única coisa que parecia acalmar era comida. Era como se fosse o álcool para uma álcoolatra. Eu chegava a comer 10 fatias de pizza em menos de uma hora! E depois sentia vontade vomitar... Estava prestes a virar bulímica. Foi quando o psiquiatra entrou na minha vida.

Com a medicação apropriada e terapia, aos poucos eu voltei ao mundo normal. Aos poucos fui perdendo o peso que ganhei. Voltei a sair de casa. Voltei a trabalhar. Até o ponto máximo da minha vida, que foi meu casamento em 10 de janeiro de 2013.

Ainda tenho sequelas, sabe, não estou de ''alta''. Mas sou o mais próximo que você pode chamar de uma pessoa normal, que leva uma vida normal. Mas devo ressaltar que meu psiquiatra não gosta desse termo, "normal". Eu nunca fui louca. Eu estava apenas doente. E precisava de tratamento.

Então resolvi mandar esse texto pro seu site, Isabela, porque muitos meninos e meninas tem sintomas de depressão, TOC, entre outras doenças, e não procuram ajuda. Tem vergonha, ficam sofrendo sozinhos. Então aqui vai o meu recado: não sofram sozinhos. Tudo tem uma solução. Passa. Você precisa procurar ajuda, admitir que precisa de ajuda. Se inspirem na minha história. Vai dar certo. Viu?

Texto enviado pela Raquel Link. Aqui o link do blog dela pra quem se interessar entrar em contato. Adorei a sua coragem, e inspiração. Continue forte. Estamos todos com você.

Escrito por Isabela Freitas

Isabela Freitas tem 25 anos, mineira, atualmente em São Paulo, mas vive mesmo no mundo da Lua. Gosta do número 7, amores de arrancar o coração, bichinhos de rua e músicas fofinhas. Ah, ela adora signos também. Sagitariana, teimosa, sincera, sonhadora, dramática e um pouco exagerada. Mas só um pouquinho. Autora dos livros "Não se apega, não" e "Não se iluda, não", e você pode comprá-los aqui. Juntos eles já venderam 500.000 exemplares e até hoje eu não acredito nisso.

Carta da Leitora: Um Desabafo Sincero

De vez em quando recebo ''cartas'' por email que eu penso que seria um desperdício não publicá-las aqui para inspirar vocês um pouquinho... Vamos ler a carta de hoje? Me arrepiei.


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Seja você mesmo. Não mude por ninguém, não vale a pena. Não ligue para o que as pessoas falam sobre você, porque elas falam, pode ter certeza. As pessoas hoje em dia não medem palavras, não ligam para os sentimentos dos outros. Palavras machucam, e mais do que atitudes.

Uma vez eu conheci uma menina, e ela virou minha amiga. Aliás, eu jurava que ela era minha amiga, mas adivinha: ela não era. Sabe aquelas pessoas que se afastam de você por qualquer coisa ? Não dá pra entender, isso é gente sem coração, sem sentimentos, gente insensível.

Amigos de verdade são aqueles que ficam do seu lado em qualquer momento, não só nos bons mas também nos ruins. Que abraçam os seus problemas como se fossem os dele, que ficam felizes com a suas conquistas e sem falsidade, porque a falsidade existe, ah, EXISTE!

Pensei em mudar minhas atitudes por causa dessa amiga, e por causa de várias outras pessoas que se afastaram. Lembrei da minha época da escola. Era a mesma situação, se você era de um jeito as pessoas gostavam de você, e se você não era, elas não só não gostavam de você mas elas também falavam de você. Tentei ser o que eles queriam que eu fosse e sabe o que eu percebi? Que eu não era feliz desse jeito. E tentei ser o que as pessoas queriam que eu fosse durante muitos anos e sabe o que eu ganhei com isso? Nada, aliás ganhei sim, ganhei uma bela doença.

Será que se eu mudasse minha aparência as pessoas iriam gostar de mi ? Será que era a aparência e não as atitudes? Talvez eu teria que emagrecer, sim, era isso! Quem é que não vai gostar de uma menina magra e bonita ? (Porque as magras são bonitas certo?) E aí eu ganhei outro presente, outra doença maravilhosa.

Não gosto muito de falar sobre a anorexia, mas ok, eu falo. Pensei que ficaria bem, que seria ótimo, mas foi assustador. Eu não só me assustei como assustei muita gente, como minha família e meus amigos, e eu sinto muito, muito mesmo de assustar os meus amigos daquela forma, mas também agradeço a Deus por eles existirem. Lembro das vezes em que fui parar no hospital e de como eu me sentia uma doente mental (e eu era uma doente mental infelizmente), mas eu também era vista como uma pessoa com sérios problemas, e isso foi horrível. Lembro de no hospital os médicos e enfermeiros me olhando de forma desconfiada, como se eu fosse fazer alguma coisa comigo mesma a qualquer momento. Não eu desejo isso a ninguém, não mesmo, foi a pior coisa da minha vida.

Eu me lembro o que me fez mudar e tentar melhorar. Ao mesmo tempo em que muitas pessoas insensíveis se afastaram, MUITAS começaram a falar comigo e me dar apoio, pessoas que eu nem conversava antes. Foi nesse momento em que eu senti que poderia realmente sair dessa porque eu tinha apoio, e de muita gente, e eu acho que essas pessoas (meus amigos da faculdade) se tornaram as pessoas mais especiais da minha vida junto com a minha família, não consigo falar deles sem sentir saudades e sem desejar que todos eles estivessem aqui comigo agora.

Não tenho o que dizer da minha família. A única coisa foi a minha surpresa de receber todo o amor que eu recebi, sério, eu não imaginava. Percebi que eles são as pessoas que eu mais amo na minha vida e que fariam tudo por mim, e pode ter certeza que vou retribuir tudo isso algum dia.

E dentro de todo esse furação, todas essas idas e vindas uma pessoa veio pra ficar, e essa pessoa foi a Isabela Freitas. E muita gente me disse várias coisas do tipo "mas ah, nada a ver, você só é fã dela, ela nem sabe que você existe, ela é só uma modinha como todas as outras, e blábláblá".

Mas comigo foi diferente. O foco da Isabela sempre foi desapegar de relacionamentos ruins (principalmente no livro), mas no meu caso foi muito mais do que isso, foi desapegar de TUDO. Tudo o que me fazia mal, inclusive das "amizades", dos hospitais, da neura com o meu peso e aparência, dos remédios, e de todo o resto.

Quando eu conheci a Isabela foi quando eu realmente comecei a fazer planos pro futuro. Não sei porque mas ela me dava esperança, tipo, olha tudo o que ela conquistou. E eu sei que muitas pessoas vão dizer: "ah, mas eu também amo ela, ela também me fez bem na vida e etc", e eu concordo, aliás eu fico muito feliz que ela é importante pra tanta gente. Mas comigo, ela se tornou uma amiga, mesmo na época em que eu não conhecia ela pessoalmente. Sabe aquela frase onde diz que pessoas ruins saem da nossa vida para que outras melhores entrem? Foi assim com a Isabela.

Isso tudo durou 5 anos e alguns meses, e mesmo ainda tendo que tomar remédios e etc, eu já engordei 8 quilos e já me encontro muuuuuuuito melhor de saúde, e principalmente muito mais feliz.

Então a única coisa que eu tenho como conselho é: seja você mesmo, expresse seus sentimentos SIM, tenha momentos de raiva SIM, seja louca SIM, porque os verdadeiros, ah, os verdadeiros você nem precisa procurar, eles já estão ali. E preste atenção nas pessoas que entram na sua vida, porque acredite, não é por acaso.

?Texto de Isabella Prado, (@isa_pradob)

Escrito por Isabela Freitas

Isabela Freitas tem 25 anos, mineira, atualmente em São Paulo, mas vive mesmo no mundo da Lua. Gosta do número 7, amores de arrancar o coração, bichinhos de rua e músicas fofinhas. Ah, ela adora signos também. Sagitariana, teimosa, sincera, sonhadora, dramática e um pouco exagerada. Mas só um pouquinho. Autora dos livros "Não se apega, não" e "Não se iluda, não", e você pode comprá-los aqui. Juntos eles já venderam 500.000 exemplares e até hoje eu não acredito nisso.

Conte sua História: Pornografia e Mentiras

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Oi Isabela, me chamo G. To te contando a minha história porque preciso de um conselho e não me sinto bem para falar com uma amiga sobre isso. Eu namoro a 10 meses, meu namorado é super carinhoso e faz de tudo pra me ver feliz. Sempre me considerei muito sortuda por tê-lo. Algumas semanas atrás eu descobri muita pornografia no iPad dele, eu sei que pra muitas pessoas isso é normal, mas eu acho desrespeitoso e um tanto nojento. E ainda que lá pelos nossos 7 meses teve um acontecimento com um amigo nosso sobre isso e acabamos comentando do assunto, e ele falou que não via essas coisas (eu não perguntei pra ele, ele simplesmente disse). Isso me chateou ainda mais, pra que mentir? Eu não perguntei e nem procurei saber, ele só quis "fazer imagem" comigo. Resolvi ir falar com ele, ele me pediu desculpas e disse que ia mudar, que ia ser verdadeiro e pra eu dar uma chance dele me provar isso. Eu me sinto confusa agora, eu gosto dele mas eu não suporto mentiras e as vezes fico pensando se ele não ta mentindo de novo. Será que eu to exagerando? Isso é "normal de homem"? Queria muito ouvir um conselho seu...

Oi, G, tudo bom? Nossa, eu te entendo muito! Já aconteceu algo parecido comigo quando com meu ex namorado, descobri que ele assistia pornografia. Ok, eu estava fuçando o histórico dele, e invadindo a privacidade dele. Completamente errada, eu sei. Mas se eu tivesse visto que ele entrava em UM site de pornografia por dia, não ficaria tão noiada. Porém o que eu vi foi assustador, ele só entrava em sites de pornografia... o dia inteiro. Até em momentos que provavelmente ele estava conversando comigo. Comecei a ficar com nojo, imaginava a cena... Eca.

Não sei se sou muito enjoada, se sou tradicional demais, mas eu não gosto de pornografia - mesmo. Acho que se o cara tem a mulher que ele ama ali, pronta para fazer um sexo sempre que ele quiser, qual a necessidade de assistir pornografia e fantasiar com outras mulheres? É o tipo de coisa que preferimos não saber, porque uma vez que sabemos, coloca aquela pulga atrás da orelha.

Sei que muita gente considera isso normal, como você mesma disse, mas pra mim não é. Esse vício em pornografia não é saudável, aliás, nenhum vício é. Me faz pensar que a pessoa tem taras esquisitas, e não passa daqueles homens que só pensam naquilo. Confesso que depois que descobri o lance da pornografia com o tal namorado lá, eu meio que fui broxando com ele em vários aspectos. Não o via mais com os mesmos olhos... No seu caso é pior ainda, né? Ele mentiu sobre isso. E mentiras nós sabemos que não vendem em uma só dose. Quem mente uma vez, mente duas, mente três. As vezes quem mente, mente até sem necessidade, só pelo fato de já estar acostumado a mentir.

O meu conselho para você é o seguinte, se ele te faz feliz, te faz bem, e você o ama, continue com ele. Fique atenta aos sinais de mentiras, e se isso se tornar uma mania, sabe o que fazer. Quanto a pornografia não tenho como te aconselhar da forma correta, porque mesmo que você o proíba, ele vai continuar assistindo. Então nada de proibir, porque proibido é mais gostoso, né. Agora, se isso te incomodar a ponto de você não conseguir mais vê-lo com os mesmos olhos... Bem...

Eu queria ouvir das meninas que leem o blog, o que vocês acham de homens que são viciados em pornografia? Como agiriam nessa situação? Qual o melhor conselho para a G? E se algum homem estiver lendo, por que vocês assistem pornografia mesmo quando estão namorando? Isso é normal?

Escrito por Isabela Freitas

Isabela Freitas tem 25 anos, mineira, atualmente em São Paulo, mas vive mesmo no mundo da Lua. Gosta do número 7, amores de arrancar o coração, bichinhos de rua e músicas fofinhas. Ah, ela adora signos também. Sagitariana, teimosa, sincera, sonhadora, dramática e um pouco exagerada. Mas só um pouquinho. Autora dos livros "Não se apega, não" e "Não se iluda, não", e você pode comprá-los aqui. Juntos eles já venderam 500.000 exemplares e até hoje eu não acredito nisso.

Conte sua História: Perdi minha virgindade e me apaixonei

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Oi, Isa! Me chamo L.G. Bom, resolvi te escrever pra contar a minha história um tanto estranha. Lá vai: meu pai tem um amigo de 33 anos, lindo, simpático, inteligente, com cara de quem tem 25, ou seja: um tremendo partidão. Durante a minha infância inteira eu convivi com ele mas nunca vi nada de mais, até porque ele namorava e eu estava entrando na adolescência. Mas de um mês pra cá nós começamos a conversar muito e ele sempre quis algo comigo. Quando completei 18 anos decidi ficar com ele, mas eu era virgem e deixei bem claro a minha situação para ele não achar que já ia rolar sexo logo de cara. Resolvi contar que era virgem pra ele na segunda vez que nos vimos, a reação dele foi melhor impossível, ele simplesmente riu! E disse que achava isso muito bacana e que gostaria de ser o meu primeiro cara. Dito isso, eu não fiz nada naquela noite, mas fiquei com isso martelando dia após dia até que nessas idas ao seu apartamento acabou rolando. Até então não me arrependi de ter perdido a virgindade com ele, mas ele é 15 anos mais velho que eu, amigo do meu pai, tem uma vida formada e eu estou apenas começando a dar meus passinhos de tartaruga. As vezes me permito imaginar algo mais sério com ele, mas no fundo eu sei que não vai rolar nada porque são muitas coisas que eu poderia ter feito diferente (como não ter transado tão rápido e logo na minha primeira vez), como eu disse a ele é da natureza do homem conseguir o que quer e depois sumir. E ele realmente sumiu, está mais distante. Antes nos falávamos todos os dias (ele sempre chamava porque sou muito orgulhosa), e agora ele fica online constantemente e não manda nem um oi. Acho que acabei me apaixonando por ele e por mais que eu saiba que se eu insistir nisso não dará certo, não quero que ele saia da minha vida agora... Estou numa sinuca de bico. Tenho uns momentos de desapego onde repito para mim mesma que ele é apenas uma diversão, um amigo colorido, mas penso nele toda hora, e sinto tanta saudade... Sintomas de paixão. Não sei o que faço. E ai, Isa? Me ajuda?

Oi L.G, tudo bem? Vamos lá. Eu entendo que nessas situações não temos controle sobre quem vamos gostar, entendo mesmo. Você se apaixonou, se envolveu, e agora só te resta arcar com as consequências. Posso confessar algo? Acho tão besta esse estigma de que NECESSARIAMENTE o cara vai sumir depois de você transar com ele. Porque não faz muito sentido, sabe? Se você transou com ele, quer dizer que ele pode ter sexo sempre que quiser, então pra que sumir? Será mesmo que todos os homens tem uma fila de meninas para fazer sexo e eles apenas vão seguindo essa listinha? Acho que não. Pode ser que o interesse diminua, claro, porque quando parecemos um desafio, eles querem mais. Mas isso também acontece com as mulheres, quero dizer, gostamos de desafios.

Agora, se ele não está falando mais com você, tipo, nada mesmo, pode começar o processo de desapego porque ele é um canalha. Que tipo de pessoa transa com a filha do amigo, tira a virgindade dela, e depois some?! Só um vilão de filme! É claro que existem relações onde um é muito mais velho do que o outro e tudo pode dar certo, mas isso não acontece sempre. Na maioria das vezes um cara mais velho não quer esse tipo de ''problema'' pra ele, ainda mais filha de um amigo dele. Imagina! Você acha que um dia ele iria te assumir? Sei lá, arrisco a dizer que não. É difícil esquecer uma paixão, esquecer o seu primeiro, e deixar para trás todas lembranças que sua mente guarda com tanta estima: mas você precisa. Você precisa não precisar dele pra nada. Tanto garoto da sua idade por aí querendo conhecer uma garota bacana... Saia com pessoas da sua idade, se divirta! Você precisa distrair, e parar de ficar vigiando quando o cara está online no whatsapp ou coisa parecida.

Aposto que no momento em que você não o procurar mais, ele vai vir igual um cachorrinho te chamando pra sair. E aí é a sua hora de se mostrar melhor do que isso: recuse. Você não precisa disso, e eu posso te garantir que dai, só vai sair problema. Um beijo, e espero que siga meu conselho!

E você? Qual o seu conselho para a LG? Vamos fofocar nos comentários!

Escrito por Isabela Freitas

Isabela Freitas tem 25 anos, mineira, atualmente em São Paulo, mas vive mesmo no mundo da Lua. Gosta do número 7, amores de arrancar o coração, bichinhos de rua e músicas fofinhas. Ah, ela adora signos também. Sagitariana, teimosa, sincera, sonhadora, dramática e um pouco exagerada. Mas só um pouquinho. Autora dos livros "Não se apega, não" e "Não se iluda, não", e você pode comprá-los aqui. Juntos eles já venderam 500.000 exemplares e até hoje eu não acredito nisso.