CATEGORIA: Conte Sua História

Conte sua História: Não sei o que fazer da vida

Para os que não conhecem, a coluna Conte Sua História é o espaço onde eu publico algumas histórias que recebo por email com meus conselhos, e convido os leitores do blog a aconselharem também. Vamos ler a história de hoje?

"Olá Isa, meu nome é A., tudo bem? Amo muito seu trabalho e te admiro demais por ser quem é. Enfim, sei que não é nenhuma psicóloga mas sei que pode me ajudar como tem ajudado tantas outras, não vim falar sobre amor, coração partido nem nada disso. A questão é a seguinte: tenho 20 anos e estou sem saber o que fazer daqui pra frente. Terminei o ensino médio e não entrei em faculdade alguma por não saber o que fazer, ou até sabia o que fazer porém minha mãe me desanimou totalmente do que eu queria. Mas agora essa ideia do que eu queria fazer voltou com toda a força, e agora sei que posso bancar pelo menos uma parte do curso pois estou trabalhando. Queria muito seu conselho pois estou muito em dúvida se devo ou não fazer o curso, sinto que minha vida está parada e não me sinto nem um pouco feliz por isso. Espero que leia meu email e obrigada desde já!"

O MEU CONSELHO?

Oi, A. Tudo ótimo, e espero que com você também. Vou dizer de uma vez: quase nenhuma pessoa sabe o que está fazendo da sua vida aos 20 e poucos anos. Eu "me descobri" aos 21 anos, e até hoje agradeço a tudo o que me levou a percorrer esse caminho, porque se eu tivesse percorrido o caminho que julgava ser o certo (faculdade de Direito), eu nunca descobriria meu verdadeiro dom (o da escrita, e comunicação), e nunca saberia quem eu sou de fato.

Você me disse ali em cima que sabe o que quer, e que desanimou pois sua mãe não te encorajou. Olha: nossos pais nem sempre sabem o que é melhor pra gente. Às vezes eles projetam o que eles queriam ser, o que eles queriam que nós fossemos, e só quem sabe o que é melhor pra gente, é... Adivinha? Nós mesmos.

Se você pode bancar uma parte do curso, converse com sua mãe de mulher para mulher. De peito aberto. Diga suas vontades, seus desejos, coloque as cartas na mesma, e peça para que ela te ajude a realizar a sua vontade. Ela é sua mãe, e apesar de tudo, vai te apoiar sempre!

Não estagne a sua vida por medo de arriscar. Arrisque. E se não der certo... Arrisque de novo. Comece de novo. Nunca é tarde para ser feliz! Lembre-se disso.

E você? Já passou por isso? Qual o seu conselho para a A.? Deixa ai nos comentários! Vamos fofocar :P

Escrito por Isabela Freitas

Isabela Freitas tem 25 anos, mineira, atualmente em São Paulo, mas vive mesmo no mundo da Lua. Gosta do número 7, amores de arrancar o coração, bichinhos de rua e músicas fofinhas. Ah, ela adora signos também. Sagitariana, teimosa, sincera, sonhadora, dramática e um pouco exagerada. Mas só um pouquinho. Autora dos livros "Não se apega, não" e "Não se iluda, não", e você pode comprá-los aqui. Juntos eles já venderam 500.000 exemplares e até hoje eu não acredito nisso.

Conte sua História: Acho que meu namorado era um psicopata

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Oi Isa, sou apaixonada pelo seus livros e estou sempre acompanhando o seu blog e te acho muito linda. Tenho certeza que a minha história é a mais estranha já lida por você. Bom, me chamo P, tenho 18 anos e namorei por 9 meses (a distância), devo assumir que foram os meses mais complicados da minha vida. Para entender melhor tudo o que passei vou descrever como era o meu ex namorado. Ele era muito machista, prepotente, ciumento, autoritário e soberbo, enfim, eu era obrigada a aceitar todas as suas exigências e caso o contrário eu era punida. Antes de pedir para me namorar ele disse que nosso relacionamento seria uma ditadura, isso mesmo: DITADURA. Eu era louca e apaixonada e caí de cabeça. No começo era tudo mais fácil, mas com o tempo as coisas só pioraram, fui obrigada a excluir meu instagram, parar de postar fotos no facebook e nada de snapchat. Mas apesar de tudo isso eu ainda era louca por ele, me agarrei nos momentos bons e ignorei totalmente essas coisas. Até que minha ficha caiu, eu chorava praticamente todos os dias e minha vida começou a girar em torno dele. A todo momento eu era manipulada e ele controlava a minha vida toda. Fazem algumas semanas que ele terminou comigo por causa de escola, porque ele viria me ver com menos frenquencia, chorei muito mas senti um grande alívio. Um dia após o término fiquei sabendo de muita coisa, ele me traía com meninas de 13 anos, ia para festas escondido e bebia horrores. Ao descrevê-lo esqueci de dizer que ele era famoso por ser MUITO galinha. Me senti uma completa idiota, porque eu realmente fui, nunca tive coragem de terminar com ele. Passei 9 meses da minha vida obedecendo um cara que me traía. Bom Isa, muita gente me disse que ele estava comigo só por eu ser muito bonita, mas ninguém sabe desse jeito que ele era comigo, mas 9 meses é muito tempo (na minha opinião), o que esse cara realmente queria comigo? OBS: Ele disse que me amava.

Oi, P, tudo bem? Posso ser cruel com você assim de cara? Dizer que te ama não quer dizer nada. Muitas pessoas falam isso da boca pra fora, acredite. Eu mesma já falei "eu te amo" da boca pra fora quando era mais nova. É muito fácil "amar" quando somos jovens, amamos num dia ardentemente, e no outro vemos que não é nada disso. Como você mesma disse, você é muito bonita. Ele pode ter ficado esse tempo todo com você porque te achava bonita, legal, e mais várias qualidades que você deve ter. Mas o problema não era a sua parte do relacionamento, o problema estava nele. Não acredito que ele era/é um psicopata, você sabe a definição de um?

Um psicopata é caracterizado pelo sentimento de desprezo por obrigações sociais ou falta de empatia para com os outros.

Pode ser que ele seja, pode ser que ele não seja. Mas um cara ser babaca com você, não necessariamente o caracteriza como um psicopata.

É desumano escutar histórias como as sua, de meninas que se submetem a viver como escravas dos homens, e a fazer tudo que eles mandam. Você realmente achava que focava nas coisas boas? Que coisas boas? Ele te beijar, e falar que te amava? Essas eram as coisas boas? E a sua submissão? E a ditadura? E a sua vida (que já não existia mais)? As coisas ruins sobressaiam sobre as boas. As boas, que sinceramente, eu sequer enxergo. Não vou dizer que você foi culpada disso tudo, porque você estava cega, mas antes de abaixar a cabeça para as pessoas, lembre-se do que estou te falando: você não deve fazer isso para estar ao lado de alguém. A pessoa tem que te aceitar 100%. Com todos seus defeitos, qualidades, e toda sua VIDA. Seus amigos, suas redes sociais, seus sorrisos nas fotos, TUDO. Nunca mude para conquistar alguém, porque a consequência disso pode ser você ''sumindo'' dia após dia.

Espero que você não volte para esse louco, e para que ele amadureça, cresça, e ache alguém que o faça sofrer tanto quanto você sofreu. Ele te traía porque não dava valor algum a relação, ou a você. Mas isso você já sabia, não é? A partir do momento em que ele te proíbia de ter a sua independência, te trair já não era tanta surpresa assim.

Fica bem, se valorize, se ama. Não se submeta a mais ninguém. Bola pra frente que você vai achar um relacionamento de verdade, porque isso que você teve, sequer foi um relacionamento. Um relacionamento é formado por duas partes, e sinceramente no seu eu só conseguia enxergar uma. A dele.

E vocês, o que podem dar de conselho para a P.? Já passaram por isso? Deixa ai nos comentários pra gente conversar! Beijos

Escrito por Isabela Freitas

Isabela Freitas tem 25 anos, mineira, atualmente em São Paulo, mas vive mesmo no mundo da Lua. Gosta do número 7, amores de arrancar o coração, bichinhos de rua e músicas fofinhas. Ah, ela adora signos também. Sagitariana, teimosa, sincera, sonhadora, dramática e um pouco exagerada. Mas só um pouquinho. Autora dos livros "Não se apega, não" e "Não se iluda, não", e você pode comprá-los aqui. Juntos eles já venderam 500.000 exemplares e até hoje eu não acredito nisso.

Conte Sua História: Meu professor dá em cima de mim

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Oi, Isa! Me chamo MM, amo seu trabalho e acompanho o canal e os posts no blog. To louca para comprar o próximo livro hehe. Então, estou passando por uma situação bem delicada e não sei como lidar com ela direito. Sou leonina (morra de inveja rsrs) com áries, tenho 14 anos, (faço 15 dia 4 de agosto), e estou no 1o ano. Sou muito comunicativa, gosto de brincar e também estudo muito. Meu professor de Geografia (também leonino) tem 31 anos, é muito brincalhão, tem uma tatuagem escrita "Jesus Cristo" enorme no braço e é meio "nem" (não sei se o pessoal aí conhece esse adjetivo... Mas aqui no Rio, "nem" é aquele estilo de pessoa que tira foto no espelho com flash e acha que tá sensualizando). Ele fala coisas até mesmo "sem noção", como por exemplo a marca da cueca que usa e sobre as namoradas. É do tipo de professor que gosta de ser engraçado. Todos os alunos o adoram, porque além das palhaçadas, conversa muito sobre a vida com a gente. Confesso que faz algum tempo que falo com o pessoal lá da turma que ficaria com ele, caso fosse mais velha. Eles adoram por pilha, e eu acabo entrando na onda. Na aula dele sou sempre o centro das atenções, o alvo das brincadeiras. Ele dá umas piscadinhas pra mim, vive me abraçando e dizendo que sou linda. Inclusive na festa Junina dançamos juntos, ele me pegou no colo e caímos feio no chão. Só que essa história já está passando dos limites. Ontem foi meu último dia de aula com ele do semestre. Então ele me chamou num canto e falou no meu ouvido "Queria muito ficar com você." Fiquei tremendo, sem reação, e falei "Você ta maluco né! Não, cara, não". Ele continuou e falou que é meu professor e isso envolve questões éticas, por isso não poderíamos ficar, mas que queria demais. Então eu falei que também há a questão da idade. Ele falou que isso é o de menos. Que se não fosse meu professor, poderíamos até dar certo. E ainda disse que sabe que a turma põe pilha mas que no fundo, é sério. Estou em choque até agora, não sei o que pensar. Mais tarde ele enviou uma mensagem dizendo que sou uma menina de ouro, que tem um enorme carinho por mim, e para não interpretá-lo mal, e repetiu que existem questões éticas envolvidas. Respondi que tenho uma grande consideração e carinho por ele também, e só. Sei que homens dessa idade só querem tirar vantagem de menininhas da minha idade. Estou muito confusa, porque apesar de tudo, ele agiu corretamente ao dizer que não poderia ficar comigo. O que ele fez de errado foi dizer que ficaria comigo se não tivéssemos a relação aluna-professor, sendo que ele ainda tem namorada (estão juntos há 3 anos em um vai e vem). Mas se ele chegar em mim no 3o ano, quando não for mais aluna dele?. Não sei se ficaria com um cara que ficaria/provavelmente comeria meninas de 15 anos. Mas apesar de tudo, sei que ele é uma pessoa boa e que realmente poderia dar certo daqui uns 3 anos. Não sei como me comportar nas aulas dele. Se é melhor ficar calada e ser grossa, ou continuar a brincar, só que sem brincadeiras de duplo sentido e chamá-lo para conversar e dizer que eu nunca ficaria com ele com essa idade. Talvez se eu for grossa e ficar calada, ele possa achar que a conversa me abalou muito. Nossa próxima aula é só depois das férias (provavelmente ele já tinha planejado essa nossa conversa no último dia), no dia do meu aniversário. Com certeza a turma vai cantar "com quem será" com ele. Não sei se é melhor contar para as pessoas da sala, ou é melhor ficar calada, apesar de já ter contado para os mais íntimos. Me ajuda!!!!! Não sei como me comportar, como agir, se posso confiar. O que devo fazer???? Ps: vou mandar esse e mail várias vezes até você me responder.

Oi, MM, tudo bom? Não sei se hoje estou com a pá virada, mas o que mais senti ao ler esse email foi um certo nojo... Não senti em momento nenhum que ele realmente se importa com você, ou que realmente gosta de você da maneira mais adequada e sincera. Poxa, você tem apenas 14 aninhos, falta um pouco de respeito da parte dele, e da sua parte também de colocar um certo limite. Essas zoações de turma não acontecem se você não quiser que aconteçam, você entrava na brincadeira, ria, e até gostava (entendo, nós mulheres gostamos de nos sentir desejadas), mas sinceramente?

Ele tem namorada! Namorada! E isso de que eles vão e vem, não acredite, porque ele pode muito bem dizer isso para passar uma certa imagem de que "ah, meu relacionamento não está bem... por isso eu te procuro, e quero ficar com você". MM, ele é um homem, e sabe muito bem como te enganar, e te levar no papo. Se ele está com a namorada até hoje, é porque gosta dela. E indo um pouco mais além, acho que se ele fez isso com você, nada impede de que ele faça com outra aluna. Você não precisa disso. Não mesmo. Não vá arrumar problemas com um cara comprometido e que provavelmente só está atrás de uma aventura, e de sexo com uma menina bonita a quem ele dá aulas.

Acho que sim, você deve evitá-lo, ser grossa, e colocar seus limites. Converse com seus colegas e explique sua situação. Não faça nada de que você vai se arrepender no futuro. E se envolver com uma pessoa como ele, dificilmente será algo que dará certo e te trará coisas boas. Se realmente for verdade, o que duvido, no futuro vocês se encontram.

Um beijo, e espero que goste do conselho. Hoje eu to um pouco malvada. HEHE.

E você? Qual o seu conselho pra MM? Já passou por isso? Vamos conversar nos comentários!

Escrito por Isabela Freitas

Isabela Freitas tem 25 anos, mineira, atualmente em São Paulo, mas vive mesmo no mundo da Lua. Gosta do número 7, amores de arrancar o coração, bichinhos de rua e músicas fofinhas. Ah, ela adora signos também. Sagitariana, teimosa, sincera, sonhadora, dramática e um pouco exagerada. Mas só um pouquinho. Autora dos livros "Não se apega, não" e "Não se iluda, não", e você pode comprá-los aqui. Juntos eles já venderam 500.000 exemplares e até hoje eu não acredito nisso.

Conte sua História: Não sei demonstrar sentimento

Para quem não conhece, a coluna Conte Sua História é uma coluna onde eu pego uma história que me mandam por email (isabelafreitascontato@hotmail.com), coloco aqui no blog (sem divulgar nomes, fiquem tranquilos!), e dou um conselho como uma amiga/amigo faria com você. Só peço que não mandem histórias muito extensas senão fica difícil de responder e analisar. Contem o caso de uma forma geral, sem coisas do tipo "No dia 3/4 de 2012 ele me beijou". Hahahaha. Combinado?

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Oi Bebela! Tudo bem? Sei que você já deve ter lido/ouvido/presenciado vários casos de meninas que nem o meu. Mas vamos lá. Sou a M.G, tenho 20 anos e nunca namorei na vida. No começo fui me sentindo a "anormal" afinal, todas as minhas amigas já namoraram ou namoram. Mas sabe? Depois de ler muitos textos escritos por você, eu aprendi a me conformar com isso. O problema é que todo relacionamento que eu me envolvo eu nunca me entrego totalmente as pessoas. E acho que isso pode ser um problema né? E odeio isso. Nunca fui de me apaixonar por ninguém, nunca fui intensa demais e isso me prejudica. Canso fácil das pessoas, o que pode ser pior ainda. Estou ficando com um menino e tivemos um discussão exatamente por isso. Por eu nunca saber fazer o possível e o impossível pra nossa relação dar certo. E não é porque eu não demonstro, que eu não sinto, entendeu? A questão está ai, eu sinto. Só não sou de demonstrar. É simplismente o meu jeito de não ser intensa demais. Você poderia me ajudar? As vezes acho que eu sou a única do mundo que passa por isso e que nunca vou me apaixonar por ninguém. Obrigada desde já, te acho linda e incrível! Beijinhos ?
Oi, M.G, tudo bom? Me abraça, você é uma fofa. Te entendo completamente, eu já escrevi um texto aqui no blog que se chama "Demonstrar sentimentos ou provar com atitudes?". Escrevi esse texto a quatro anos atrás, nossa, parece que foi ontem. E a quatro anos atrás eu era exatamente como você. Não conseguia expressar para as pessoas o quanto gostava delas, não sabia "como sentir", ou como me manter interessada em alguém. Enjoava fácil, queria agora, daqui a pouco já não queria tanto... E isso é incrivelmente normal. Você não está sozinha, sei disso porque aposto um rim (OPAAA), que muitas meninas vão comentar aqui embaixo dizendo que sentem exatamente o mesmo. Da mesma forma que é um problema se entregar demais, e sentir demais, pode ser um problema também não sentir tanto. Sei disso.
Parte do meu texto de 2011.

"Odeio pessoas que cobram ouvir o dia inteiro o quanto gostamos delas. Acho que se parássemos pra prestar atenção em cada detalhe e em cada gesto, saberíamos muito bem como a outra pessoa se sente em relação a nós. Eu posso não ter capacidade de dizer "Eu te amo", mas se lembra quando eu te ligava de madrugada morrendo de saudades? Querendo te ver? Esse era meu jeito de dizer que eu te amava. Eu posso não ter a capacidade de dizer que morreria por você, mas lembra quando você arranjou uma briga no meio da boate e eu entrei na frente? Pois é. Posso não conseguir dizer o quanto você é incrível e que te admiro demais, mas sabe quando eu fico te olhando com um sorriso bobo e você pergunta "Que foi?".. Esse é meu jeito de mostrar o quanto te admiro. Posso não ser a pessoa mais sentimental do mundo e nem a mais meiga das mulheres que você já conheceu, mas te garanto um carinho nas horas em que você estiver triste e um abraço quando você mais precisar. Nunca consegui te dizer que não queria te perder e que queria você para sempre, mas se lembra dos abraços apertados que eu te dava? Então. Gestos que demonstram tudo. Tudo aquilo que eu não consigo te dizer."

Não posso dizer que hoje sou uma pessoa extremamente sentimental, que digo aos quatro cantos o quanto amo quem está ao meu lado, e que sou romântica como nunca fui. Não. Eu ainda sou a mesma pessoa. Aquela que não sabe expressar direito o que está sentindo. Mas que tenta. Tenta porque sabe que fazer isso faz o outro feliz. E porque talvez eu tenha encontrado alguém que me desperta a vontade de dizer ao mundo o quão feliz eu sou.
Você ainda não encontrou essa pessoa. A pessoa que vai te arrancar palavras que você nunca imaginaria um dia proferir. A pessoa que vai aflorar todos os sentimentos bobos e tolos dentro de você. E enquanto isso, você continua vivendo. Do seu jeitinho. Demonstrando como pode. E quem não achar isso suficiente, bem, não é a pessoa "certa" para você. Vida que segue.
Nesse meio tempo, escute a música "Please Dont Say You Love Me" da Gabrielle Aplin. Ela expressa bem tudo isso que você, eu, e todas nós sentimos as vezes.

E vocês? Já se sentiram assim? Vamos conversar e trocar ideias nos comentários :) podemos nos ajudar dessa forma. Beijo!

Escrito por Isabela Freitas

Isabela Freitas tem 25 anos, mineira, atualmente em São Paulo, mas vive mesmo no mundo da Lua. Gosta do número 7, amores de arrancar o coração, bichinhos de rua e músicas fofinhas. Ah, ela adora signos também. Sagitariana, teimosa, sincera, sonhadora, dramática e um pouco exagerada. Mas só um pouquinho. Autora dos livros "Não se apega, não" e "Não se iluda, não", e você pode comprá-los aqui. Juntos eles já venderam 500.000 exemplares e até hoje eu não acredito nisso.

Conte Sua História: "Quero dar um fim em tudo"

Para quem não conhece, a coluna Conte Sua História é uma coluna onde eu pego uma história que me mandam por email (isabelafreitascontato@hotmail.com), coloco aqui no blog (sem divulgar nomes, fiquem tranquilos!), e dou um conselho como uma amiga/amigo faria com você. Só peço que não mandem histórias muito extensas senão fica difícil de responder e analisar. Contem o caso de uma forma geral, sem coisas do tipo "No dia 3/4 de 2012 ele me beijou". Hahahaha. Combinado?

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Olá Isabela! Sou a LB. Antes de mais nada, quero dizer que sou péssima em português e em expressar. Talvez não vá entender muito o que eu quero te passar. E sinceramente se não entender, não tem problema, preciso desabafar. Tenho 25 anos, sou insuportável de viver perto, sou chata, ignorante, bruta, tudo que você possa pensar. Talvez nem seja isso tudo, mas consigo só enxergar isso em mim. Sempre tive crise existencial, juro que não entendo porque vim pra esse mundo, me acho inutil, e ultimamente tem sido cada vez mais presente e forte essas crises. Nem sei se posso me caracterizar como uma pessoa depressiva, mas hoje em dia só tenho vontade de chorar. Viu, não sou nada fácil.

Tenho 3 irmãos, sou a terceira, perdi meu pai com 11 anos de idade, nunca consegui ter um relacionamento bom com ela, brigo demais, sei lá não sei explicar minhas atitudes em relação a isso, minha mãe é um amor de pessoa, todos a amam, querem tê-la por perto, mas eu não consigo estabelecer um relacionamento com ela onde eu possa confiar. Não sei te explicar. Eu queria tanto conseguir soltar o que está aqui dentro, conseguir colocar em palavras, preciso de ajuda, eu tô pra dar um fim em tudo...
Eu não consigo ter prazer de estudar, trabalhar, de viver, queria gritar pra todo mundo ME AJUDA! Mas não consigo. Eu sei que se eu gritar todos irão querer saber porque eu quero ajuda, mas eu não saberei explicar. Só nasci pra errar, juro que até nas coisas que acerto eu erro. Não tenho amigos, nunca tive. Sempre consigo escapar, tenho essas atitudes agressivas... Porque pra mim todos irão me trocar, me abandonar, cara... Eu to escrevendo agora enquanto algo aperta o meu peito, porque enquanto escrevo pra você, estou tendo outra discussão com a mulher que eu mais amo. Isabela, você entende isso? Eu amo ela demais, meu medo é perdê-la, um dia não ter ela mais aqui... Mas não consigo, não consigo expressar isso, e nesse momento Isabela, penso em dar um fim a tudo isso. Eu não nasci pra ser FELIZ...
L.B, tudo bem? Sei que não sou nenhuma profissional para diagnosticar você, mas posso te dizer como uma amiga que você deve procurar um médico psiquiatra para saber que mal que te assombra. Se é depressão, bipolaridade, não sei. Eu realmente não posso te dizer. Mas alguma coisa dentro de você fica te dizendo que você não é suficiente, que você é ruim, que você nunca vai conseguir ser feliz. OXI! Que absurdo. Você é uma garota magnifíca, não tenha dúvidas disso. Não tenha vergonha de ser quem você é, esse seu jeito de querer afastar as pessoas, de se dizer agressiva... Para com isso. Você não é agressiva. Me mandou um email, está pedindo ajuda... Você é uma garota como qualquer outra!
Só que você tem medo de não corresponder as expectativas das pessoas. E eu entendo isso. Entendo que pode ser assustador viver com o medo de não ser o que todos querem que nós sejamos. Mas você precisa colocar na sua cabeça que você pode mais. BEM MAIS. Você tem 25 anos, olha que idade maravilhosa. Por que não conhecer pessoas novas? Fazer amigos? Não é tarde para isso. Nunca é. Sabia que aos meus 19 anos todas minhas melhores amigas viraram a cara para mim? E o que eu fiz? Me repreendi? Me senti a pior pessoa do mundo? Me fechei para o mundo? Não! Eu fiz novas amizades. Entende? Nunca é tarde para começar de novo. Você pode começar de novo... Abandonar todas essas memórias que te assombram. Abandonar a imagem que você tem de você mesma. Seja quem você quiser ser.
Trabalhe, estude, se dedique a um hobby, faça aulas de alguma coisa, qualquer coisa. Tudo para que você se insira em algum meio social. E aí conheça pessoas... Se permita gostar das pessoas... Elas podem ser incríveis. Te garanto. E não vão te abandonar se você der boas razões para que elas continuem.
Quanto a sua mãe, por que você não escreve uma carta para ela, dizendo tudo exatamente da forma em que você me disse aqui? Você não se abriu comigo? Então! Se abra com ela. Se você não consegue falar, que seja escrevendo... Mas você precisa dizer o quanto a ama. O quanto seus sentimentos se confundem as vezes. O quanto você precisa (e ela vai te ajudar com isso) de ajuda. Me promete que irá fazer essas coisas?
Nunca pense em dar um fim a sua vida. NUNCA. Você vai ver que com esse post muitas outras pessoas te dirão o mesmo, e quem sabe até não faz algumas amizades na internet? Sei que tem muita gente legal por aí :) basta querer.

E você, qual o seu conselho para a LB? Fiquei preocupada com ela também. Toda a ajuda de vocês é indispensável. Comentem.

Escrito por Isabela Freitas

Isabela Freitas tem 25 anos, mineira, atualmente em São Paulo, mas vive mesmo no mundo da Lua. Gosta do número 7, amores de arrancar o coração, bichinhos de rua e músicas fofinhas. Ah, ela adora signos também. Sagitariana, teimosa, sincera, sonhadora, dramática e um pouco exagerada. Mas só um pouquinho. Autora dos livros "Não se apega, não" e "Não se iluda, não", e você pode comprá-los aqui. Juntos eles já venderam 500.000 exemplares e até hoje eu não acredito nisso.