Banheiro Feminino: Redes sociais influenciam?

Banheiro Feminino é uma coluna onde seis mulheres experientes (Oi?!) dão suas opiniões (nada certas) sobre coisas da vida. Se você é daqueles que gosta de fofocar no banheiro, vem ler e fofocar com a gente.

Conheça as participantes:

ISABELA FREITAS: Se você tá aqui no meu blog e ainda não sabe que eu gosto do número 7, amores de arrancar o coração, bichinhos de rua e músicas fofinhas, tá no lugar errado. Ah, eu adoro signos também. Sagitariana, teimosa, sincera, sonhadora, dramática e um pouco exagerada. Mas só um pouquinho. 24 anos, mora em Juiz de Fora, mas vive mesmo no mundo da Lua. Se você tá aqui no meu blog e ainda não sabe que eu gosto do número 7, amores de arrancar o coração, bichinhos de rua e músicas fofinhas, tá no lugar errado. Ah, eu adoro signos também. Sagitariana, teimosa, sincera, sonhadora, dramática e um pouco exagerada. Mas só um pouquinho. 24 anos, mora em Juiz de Fora, mas vive mesmo no mundo da Lua.
CAROLINE MONTEFORTE: Podem me chamar de Carol, só pra eu me sentir mais em casa. 21 anos, virginiana, nada normal, com um coração enorme, pseudo-engenheira (que só é exata na parte da faculdade, porque na parte sentimental…), tentativa de blogueira, intensa demais, sincera demais, romântica demais, conselheira demais, individualista demais, amiga demais, sonhadora demais só que incrivelmente realista (por mais irônico que pareça), viciada em snaps, em fotos, em sorrisos, em flores, em pessoas, em palavras, mas principalmente em atitudes.
ANNA SCHMIDT: tem 20 anos, é carioca, estudante de direito, metida a escritora (http://annaluizaschmidt.blogspot.com) nas horas vagas e Fluminense de carteirinha. Envolvida por 36 séries de TV, pelo twitter (http://twitter.com/annasschmidt_), por música de todos os tipos, livros em todas as suas formas, por filmes sci-fi e pelo Rio. Impulsiva, confusa, piadista em horas inapropriadas, frequentadora oficial da noite carioca, apaixonada por tudo e por nada e pra resumir: libriana na essência da palavra.
CAROLINE REDLICH: 25 anos. Gaúcha, contadora, pós graduanda e de quebra técnica em enfermagem com o jaleco já aposentado. Teimosa de doer e de personalidade forte, não é a toa que carrego o sangue alemão. Faço jus a ele. Amo demais o meu trabalho, livros, gatos, música rock e indie, viajar, whisky, vinho e churrasco do meu papis. Ah, e defendo o ideal da mulher independente e o completo poder de escolha sobre todos os aspectos da sua vida. Polêmica.
JULIE CORDEIRO: odeio quando pronunciam meu nome errado. Tenho 19 anos, sou mineira, curso Administração e quero passar a minha vida administrando minhas viagens pelo mundo. Sou apaixonada por livros, pessoas bem humoradas e dormir. Consigo me expressar melhor na escrita do que na fala. Mudo de opinião constantemente, mas não permito que isso me torne influenciável. Sou o que costumo chamar de pessoas "bagunças", ninguém me entende e muito menos eu.
NATHÁLIA CAROLINE: 18 anos, carioca e amante de sorvete de pistache. Faladeira, baladeira, bagunceira e todas as "eiras" que vocês conhecerem. É super amiga da Beyonce, já foi à Lua, teve um caso com o Ryan Gosling e às vezes é um pouco sonhadora demais. É sagitariana com ascendente em áries com muito orgulho, com muito amor.

1- O que mais te incomoda no comportamento das pessoas em redes sociais?

ISABELA FREITAS: O que mais me incomoda são pessoas que querem limitar o comportamento das outras pessoas. Mas como ninguém é de ferro, e eu vim aqui pra criticar: odeio homem que tira foto sem camisa em frente ao espelho, e mulher que posta foto da bunda com legenda de Salmos. Desculpa, não consegui.
CAROLINE MONTEFORTE: Eu acho incrível como as pessoas são completamente corajosas quando estão de frente pra um teclado, acham que são os donos da razão e podem falar de tudo, só que elas não têm a mínima ideia de que palavras machucam mais do que uma própria agressão física. Por mais livre que sejam as redes sociais, as vezes falta um certo bom senso no que postar.
ANNA SCHMIDT: Eu. não. suporto. gente que reclama de tudo o dia todo. Sério! Nada é mais chato do que você ler 120 tweets do mesmo ser humano sobre como a vida dela tá uma droga, horrorosa e como ela tá num buraco sem cordinha pra subir até a saída. Também não gosto de gente que usa pra compartilhar coisa de Deus, nada contra, eu tenho as minhas crenças e tal, mas cara, sério? Principalmente quando você sabe do comportamento dessa pessoa no mundo real, é tipo "Hello, querida, você acha que falar sobre Jesus vai apagar os dez caras que você pegou na night ontem?", mas como eu sou libriana, super cheia de classe, me recolho à minha insignificância e me contento com o "Unfollow". É aquilo, né? Todo mundo tá livre pra falar sobre o que quiser, bobo é quem fica seguindo pra não ser indelicada, dou unfollow mesmo porque se tem uma coisa que eu não sou, essa coisa é obrigada.
CAROLINE REDLICH: Bah, com certeza é o sentimento de impunidade dentro das redes sociais e por causa disto escrevem merda a rodo pensando que está tudo bem. Bem é o caralho. Surgiu na internet de uns quatro, cinco anos para cá uma espécie de projetos de demônios que NADA TA BOM, tudo é motivo de ódio gratuito em forma de comentários, tudo é razão para alfinetar no instagram, ser indelicado no twitter, expor ideias preconceituosas e extremistas no facebook; ou seja, ser um bosta na internet ao ponto de você revirar os olhos só de ver na atualização da sua página o nome da criatura. Geral estão confundindo liberdade de expressão com escrotice. Não seja babaca na internet. Compartilhem amor e coisas boas.
JULIE CORDEIRO: INDIRETAS!! CORRENTES!! FOTO DE DESGRAÇA ALHEIA! Muita coisa me incomoda no comportamento das pessoas em redes sociais, Vejo tanto escrotice que dá vontade de mandar inbox ou comentar "Você faz esforço para ser tão boçal ou é natural?". Mas existe uma opção chamada block que é muito amor. Não gosto do que fulano faz, vou lá e bloqueio/excluo/paro de seguir e pronto agora nada pode me abalar hahahahha
NATHÁLIA CAROLINE: Cara, eu acho que depende mais de como eu acordei no dia, do que da atitude das pessoas, em si. Hoje, por exemplo, acordei toda desalinhada, então, o "Bom dia, faces" vai me incomodar, o textão falando sobre coisas politicamente incorretas, os caras comentando "Linda :p" nas fotos das inimigas, os "sdv" no Instagram e várias outras coisas, vão me fazer ter vontade de jogar o celular na parede. Mas geralmente eu to de boa, então, tirando os mimimi nos posts polêmicos e os textões, nada me incomoda muito. Vocês qualquer coisa é noOoOoOossa.

2- A rede social do cara é relevante na hora de você decidir se investe ou não?

ISABELA FREITAS: Ah, é pra ser sincera? PRA CARALHO. Se o cara tem mais de 1000 amigos, já acho excroto. Se tira foto sem camisa, já vomito. Se tem foto abraçado com um monte de mulher com combo de vodka na mesa, já atravesso a rua. Se usa Abercrombie, já corro. Se curte foto de mulher desesperadamente no instagram, já dou unfollow. Percebam que não sou nada fácil.
CAROLINE MONTEFORTE: GATO, SE VOCÊ 3SCR3V3 T1P0 4SS1M, NÓS NÃO TEREMOS NENHUM TIPO DE FUTURO JUNTOS ! E sim, eu tenho problemas com erros de português, principalmente quando expostos em redes sociais, ah e 'tu serás julgado pelas fotos de raparigas que curtis' HAHAHA brincadeira... não acho que as redes sociais devem ser levadas como forma de definir a personalidade e o caráter de uma pessoa, mas elas podem te ajudar a prever o quão tediosa pode ser sair com essa pessoa hahaha O cara ter vários comentários de mulheres em suas fotos, várias 'amigas' no facebook e etc não me fazem desistir dele, mas se os comentários continuarem quando estivermos juntos, ai eu começo a rever certos conceitos
ANNA SCHMIDT: Sim, mucho. Não porque eu quero que ele seja popular ou descolado, mas quero saber se ele é aquele tipinho chato que comenta todos os tweets das mulheres que segue, principalmente se ele faz aquela pose de galã sem vergonha que abre espaço pra tudo que é galinha ciscar no milho dele. Pra mim não funciona assim. O cara pode ser simpático, pode ser descolado, mas tem que saber que se tá comigo, a simpatia tem que ser BEM diferente da conversinha fiada. Rede social é tudo quando você quer desabafar, mas também é suficiente pra destruir relacionamento hoje em dia... Então calma lá, o navio é grande, mas Titanic também afunda. Tem que saber a hora de parar e começar a vigiar o que anda rolando... Principalmente quando o lance já é sério.
CAROLINE REDLICH: Sim. Pessoas dirão que eu sou superficial, HAHAHAHA. Não é isto galera, é mais no sentido de que é na internet que a pessoa se mostra verdadeiramente. É aqui que ela escracha tudo que a de melhor ou pior nela. Pergunta: mas se a pessoa não é flor que se cheire por que ela se auto sabota nas redes sociais? Porque é um acéfala. Em algum momento ela postou, compartilhou, reproduziu – resumindo – fez cagada na internet e meu amor, se esta na internet é para todo o sempre. É ali que se descobre que a pessoa é preconceituosa, machista, psicopata ou só um tapado que curte fotos de mulheres seminuas para todo mundo vê.
JULIE CORDEIRO: Comecei a responder essa pergunta umas 15 vezes e ainda não cheguei a um consenso. É relevante, porém não é o fator determinante.
NATHÁLIA CAROLINE: For sureeee. Parceiro, se um cara é arroz nas redes sociais, imagina no mundo real???? Não dá. Sem contar que, pelos posts do cara, dá pra ter uma ideia das opiniões dele, de como ele encara o mundo, se vocês tem coisa em comum, etc. Convenhamos, se não fosse relevante, a gente não ia stalkear o perfil do cara e saber o que ele achou do evento do Bonde da Stronda em 2007, né...

Gostaram do novo formato do Banheiro Feminino apenas com duas perguntas? Acho que assim fica mais legal de ler e interagir, né? E vocês o que acham do tema? Vamos fofocar nos comentários!

Escrito por Isabela Freitas

Isabela Freitas tem 25 anos, mineira, atualmente em São Paulo, mas vive mesmo no mundo da Lua. Gosta do número 7, amores de arrancar o coração, bichinhos de rua e músicas fofinhas. Ah, ela adora signos também. Sagitariana, teimosa, sincera, sonhadora, dramática e um pouco exagerada. Mas só um pouquinho. Autora dos livros "Não se apega, não" e "Não se iluda, não", e você pode comprá-los aqui. Juntos eles já venderam 500.000 exemplares e até hoje eu não acredito nisso.