Série obrigatória para assistir: Orphan Black!

Seriados

Hoje, aqui na coluna, resolvi falar de uma série que comecei a assistir no ano passado, e me apaixonei de cara. Aposto que muitos de vocês já devem conhecê-la, devido ao sucesso enorme que ela vem fazendo esse ano, depois de sua segunda temporada finalizada, e renovação para a terceira: Vamos falar um pouco de Orphan Black? Vamos falar um pouco de clonagem humana? Vamos falar um pouco da série que tem a atriz protagonista mais genial da televisão (Tatiana Maslany, vem cá, me dá um abraço, sua linda <3) ?

A série começa com a protagonista, Sarah, vendo uma mulher se suicidar na estação de metrô. Isso já seria assustador pos si só, se essa mulher em questão não fosse exatamente igual à ela.  Antes da polícia chegar no local, Sarah pega a bolsa de sua "sósia", intrigada pela semelhança e imaginando que, por ter crescido num orfanato, ela poderia ter uma irmã gêmea perdida pelo mundo. Mas quanto mais afundo vai na história, mais coisas bizarras e totalmente sem sentido começam a acontecer ao seu redor. Eu realmente não quero tentar "resumir" essas coisas para vocês, porque como a matéria não é uma review da série e sim uma apresentação para estimular vocês a assistirem, não quero dar spoiler de nada, porque Orphan Black é genial em suas tramas para nos surpreender, e acho que vocês merecem ter essa experiência em sua totalidade.

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Se esses dois parágrafos ainda não convenceram vocês a assistir, vou dar mais um motivo: os clones. Imaginem diversos clones, idênticos fisicamente (é óbvio, dã) mas completamente diferentes em suas personalidades. Uma orfã que pratica golpes para conseguir dinheiro para sobreviver, uma mãe de família neurótica, uma religiosa obssessiva, uma gênia da genética, uma líder corporativa e mais inimagináveis personagens interpretados da forma mais incrível pela linda e absurdamente talentosa Tatiana Maslany, que consegue nos fazer simplesmente esquecer que é apenas uma única atriz vivendo todas as tramas. Digamos que Orphan Black deve ser a única série em que metade do elenco (talvez mais da metade) seja apenas uma pessoa.

Outra coisa eu amo en Orphan Black é a inovação. Se a gente vive num mundo em que a histórias se repetem, aqui temos algo realmente incomum e pouco explorado. O tema clonagem humana envolve diversos aspectos que fazem a série ser uma história muito completa. Além de questões éticas, científicas e religiosas, a série aborda muito o amor em toda suas formas. O amor eros, com as relações românticas (hetero e homossexuais, porque clones são moderrrnos) que são lindas, o amor fraternal de Sarah e sua filha Kira e principalmente cumplicidade que se cria entre os clones, a medida que começam a se descobrir. É uma série emocinante, literalmente. E isso que estou deixando de fora diversos personagens maravilhosos, como Fee, irmão adotivo – e hilário! – de Sarah, e todos os monitores dos clones. Sim, cada clone tem um monitor, do qual é claro eles não sabem que existem, e que reportam para o laboratório que iniciou o projeto dados se sua saúde. É tudo mais complexo do que vocês imaginam, sério, todos precisam assistir.

A primeira temporada tem foco em apresentar a descoberta sobre a existência desses clones e o início da relação deles entre si e em abrir todas as tramas que envolvem esse processo de neo-evolução. A segunda foca no aprofundamento do que levou esse processo de clonagem a ser iniciado, e como tudo isso implica na vida de uma delas. Eu ainda não terminei  de assistir a segunda temporada ainda, mas já devo dizer para vocês que está tão boa quanto a primeira. De todas as séries que eu já recomendei, essa eu realmente enfatizo que é uma das melhores. Por favor, não deixem de assistir. Pensem que se vocês deixarem de assistir um panda fofinho deixará de ser cloanado, para no lugar dele ser clonada uma aranha muito feia e asquerosa. Por um mundo com mais pandas e menos aranhas. Assistam! 

Até semana que vem!

Fernanda Schein
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Fernanda Schein

Gaúcha, formada em publicidade, trabalha com produção audiovisual e tem vários projetos na web. Perde mais tempo do que deveria no mundo das ficções e música é seu principal hobbie.

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Isabela Freitas é escritora, blogueira, e exagerada. Louca por histórias de amor, desenhos animados, e bichinhos de rua. Prega o desapego às coisas que não lhe fazem bem, e acredita que o otimismo e palavras bonitas podem mudar vidas. E aí, pronto para mudar a sua?

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Um Fantasma do Passado #5

Fantasma do Passado

Para quem ainda não conhece a história, a parte 1parte 2, parte 3, e parte 4.

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Carta n. 2: 

"Hoje na aula de Prática Profissional você perguntou ao professor quais seriam os limites do Jornalismo, e se um dia você teria que mentir para conseguir o que precisa. Ele disse a você que um jornalista deve manter sua ética, mas também deve ir atrás da notícia custe o que custar. Você torceu o nariz, não gostou nem um pouquinho disso. Eu sei. Sua sinceridade me encanta, e sua vontade de sempre fazer o certo… É… Me promete que nunca vai perder isso? Acho que você nem me nota mais, mas estou sempre aqui te observando. E cuidando. De longe…'' – 10/04/2010.

Acordei ao som de Queen, We Are The Champions. Nenhuma música melhor do que essa para começar o dia, e encarar a faculdade de Jornalismo. Eu adorava a faculdade, não se engane, a parte que eu não gostava era ter que acordar cedo. Por que as pessoas acordam cedo? Tudo parecia mais bonito depois do meia dia… E cá para nós, eu estava quase me formando. Deveria ter algum crédito, certo? Do tipo "ei, você pode chegar atrasada, depois de tantos anos sendo pontual!".

Me arrastei lentamente para fora da cama, e dei uma espiadela no espelho. Certamente se algum garoto me visse quando acordo, eu permaneceria solteira para todo o sempre. Nem meus olhos verdes seriam capazes de apagar essa cara de fantasma que recentemente levou um choque, e ficou com o cabelo todo pra cima. Demorei uns 20 minutos acalmando as ondas do meu cabelo, e coloquei minha roupa de sempre. Jeans, e camiseta branca. De longe escuto meu celular apitar, quem poderia ser uma hora dessas?

"Olhe sua caixa de correio, e você vai entender. Eu te amo.''  

Ahn? Caixa de correio? O que o Matheus havia feito agora? Desci as escadas trôpega, senti que minhas entranhas iriam sair pela boca a qualquer momento. O que seria dessa vez? Passei direto pela minha mãe – que não pude deixar de notar – me olhou assustada, e fui em direção à caixa de correio. Respirei fundo, seja lá o que for, estou preparada. Abri a caixa de correios, e… nada. Ouço minha mãe por trás de mim.
 
- Procurando algo, meu bem?
 
-  É que, eu… Bem, não. Deixa pra lá…
 
- Tem certeza? – ela espia com os olhos desconfiados.
 
- Tenho. Esquece, mãe. Até mais tarde, estou atrasada.
 
Enquanto dirigia para a faculdade, repensei na mensagem de Matheus. Ele estava brincando comigo? Era isso? Depois de tudo? Eu não precisava de mais dor. Sinceramente. Eu não sei o que ele tinha a me dizer, eu só tinha a plena certeza de que não queria escutar mais nada. Como pude ser tão inocente… Só de pensar em encará-lo hoje na aula, meu estômago já se embrulhava. E ainda tinha a Mariana. Argh, essa ridícula, jogando seus cabelos loiros pra cima de mim. O dia prometia…
 
Cheguei na faculdade desesesperada, pois já estava atrasada, e eu odiava quando alguém pegava o meu lugar do lado da Helen. O que é claro, aconteceu. Ao chegar na minha sala, noto um novato sentado do lado da dela. Me arrasto de má vontade para o único lugar disponível… Do lado da Mariana. Do lado dos cabelos loiros e perfumados da Mariana. Perto dela eu me sentia minuscula, não sei explicar. Ela era perfeita, de verdade. Os cabelos sempre loiros, com as ondas perfeitas, os olhos castanhos delineados como os de uma boneca. As roupas eram sempre da moda, e eu podia jurar que ela nunca havia repetido um par de sapatos desde que entrou na faculdade. Eu já tinha aceitado, não havia como competir com ela. Sinceramente… De um lado temos a menina mais bonita da faculdade, e também a mais inteligente. De outro lado temos, bem, eu. A estranha da Fernanda. Fernanda, a menina de sardinhas, cabelos escuros, franja caindo nos olhos. 
 
Corri os olhos pela sala, nem sinal do Matheus. Esse garoto ainda iria me levar à loucura, eu podia jurar. Enquanto pensava onde ele poderia se enfiado, a Mariana puxa assunto.
 
- Eu adoro os seus olhos, Fê. Acho que você deveria tirar essa franja, e deixar que eles apareçam mais. Vai realçar sua beleza!
 
Era só o que me faltava. Dicas de beleza com a minha inimiga número 1. 
 
- Obrigada, Mariana. Mas eu gosto da minha franja.
 
- Ah… – ela disse, olhando para baixo com ar teatral. – Você tem testa grande, né? O Matheus me disse. Melhor esconder mesmo. 
 
- O que? O Matheus o que? 
 
Eu sei que deveria sair por cima e fingir que não escutei a alfinetada. Mas eu não conseguia. Era mais forte do que eu.
 
- Ué, querida… Ele me contava tudo. Tudo o que vocês viveram. Inclusive ele me contou tudo sobre você. Contávamos tudo um para o outro…
 
Respirei fundo. 1, 2, 3. Anda, responde ela.
 
- Hm, legal. Uma pena não ter dado certo entre vocês, SINTO MUITO… 
 
- Eu sei que sente. Mas não foi por falta de tentativas dele, você sabe. Inclusive hoje não veio na aula porque deve estar chorando na cama… Ah! Coitado. Mas eu não gostava mais dele, se é que me entende.
 
- A-ham. 
 
- E ele já falava em casar, ter filhos… Nossa. Eu me sentia muitíssimo mal só de pensar nisso…
 
- A-ham. 
 
- E em pensar que você queria todas essas coisas com ele, e bem, ele não quis…
 
Foi aí que me levantei da minha mesa. Eu não precisava escutar mais insultos dessa ridícula. Nem respondi quando o professor perguntou o que estava acontecendo. Eu precisava pegar um ar, só isso. Não sei porque diabos levantei da cama hoje, deveria ter feito uma maratona de Grey's Anatomy debaixo do meu cobertor. Isso sim era vida.
 
De longe vejo o Marcos vindo na minha direção. Mais essa. Deixe-me explicar, o Marcos foi o primeiro garoto que eu beijei na vida. Um canalha, verdade. Mas ele era o sonho de todas as garotas do colégio, e claro, meu também. Lembro claramente da época em que eu usava sutiã de enchimento para chamar a atenção dele, como podia ser tão idiota? Nos beijamos um dia no meio do intervalo da sétima série, enquanto brincavámos de ''verdade e consequência''. Agora ele fazia matéria na sala do lado da minha, e era inevitável encontrá-lo por aí nos corredores. Não que fossemos amigos, ou coisa do tipo. Mas de tempos em tempos ele gostava de se fazer notar.
 
- E ai, Fê. Fazendo o que perdida por aí?
 
- Tô cansada. – desabafo.
 
 - Cansada de que? Pensei que as aulas tinham acabado de começar…
 
- Sim, mas não é disso. Tô cansada de tudo. Querendo sumir, virar outrar pessoa, usar identidade falsa, fazer umas tatuagens tribais nos braços. Algo do tipo. – digo, e dou um sorriso forçado em direção a ele. Ele corresponde.
 
- Tá falando com a pessoa certa. Quer se divertir? Vem comigo que eu te levo. Que tal amanhã, vou te levar numa boate da cidade vizinha. Você vai se amarrar. 
 
Observo o Marcos minuciosamente. Nunca havia o visto como um amigo. Mas o convite que ele acabara de me fazer era realmente tudo que eu precisava para sair um pouco dessa minha realidade.
 
- Combinado! – disse enquanto dava piruetas de felicidade por dentro.
 
- Mas, Fê, e o Matheus…?
 
Será que havia uma placa na minha testa escrito "EU AMO O MATHEUS, E EU QUERO QUE ME LEMBREM DA EXISTENCIA DELE O TEMPO TODO''? 
 
- O que tem o Matheus? – pergunto, intrigada.
 
- Agora que ele terminou, isso quer dizer que vocês irão voltar? – ele é sincero.
 
- Não. Eu prefiro MORRER do que voltar com o Matheus. 
 
O Marcos me olhou assustado, e só aí eu percebi o que provavelmente havia acabado de acontecer. Me virei e dei de cara com o Matheus. Ele estava atrasado para a aula, e havia escutado tudo que eu havia dito. Deus! Como eu amava esses olhos. Olhei para ele meio envergonhada, e tentei dizer algo que ficou preso na garganta. Ele me encarou com os olhos cabisbaixos, abriu a porta da sala, e entrou.
 
- Marcos, seu IDIOTA. Por que você fez isso?
 
- Ei, eu não fiz nada. Foi apenas uma pergunta… Já que vocês dois, sei lá. Sempre estão meio que juntos, mesmo que separados.
 
Olhei para ele, incrédula. Eu estava com tanta raiva de mim, do Matheus, da Mariana, e estava descontando no coitado do Marcos que não tinha nada com isso. 
 
- Deixa pra lá. É bom ele escutar mesmo – digo, um pouco engasgando.
 
- Então tá. Até amanhã. – ele diz, e me dá um beijo no rosto. Não pude deixar de notar no seu perfume, nossa, como era gostosinho. 
 
Me viro para ir embora, e vou em direção ao portão da faculdade, me arrastando. Eu não conseguiria encarar o Matheus. Não hoje. Talvez nem nunca. Eu não conseguia reagir quando estava num raio de 5 metros perto dele. Era como se ele sugasse minha alma, e me fizesse ter vontade de ficar de joelhos aos pés dele. Será possível amar tanto alguém assim? E ao mesmo tempo odiá-la em demasia? Eu queria explodir. Só assim para expulsar todos esses sentimentos que estavam dentro de mim. Me tornar outra pessoa, sei lá. Eu só não queria viver em um mundo onde o que era para ser tão simples, havia se tornado a coisa mais complicada da minha vida. 
 
E sinceramente, eu já não sabia mais o que fazer… Estava tudo muito frio aqui dentro. 
 
E nesse dia, Matheus escreveu mais uma carta.

Isabela Freitas

Isabela Freitas é escritora, blogueira, e exagerada. Louca por histórias de amor, desenhos animados, e bichinhos de rua. Prega o desapego às coisas que não lhe fazem bem, e acredita que o otimismo e palavras bonitas podem mudar vidas. E aí, pronto para mudar a sua?

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