Como ser independente emocionalmente?

Há dez anos atrás eu tinha uma namorada. Éramos extremamente próximos e fazíamos tudo juntos. Ela me acompanhava em todos os momentos da minha vida. Ia comigo a médicos, cabeleireiro e até na academia. Toda série ou filme que eu assistia era com ela. Por mais que eu quisesse ver um episódio novo assim que fosse lançado, eu esperava até estarmos juntos. Quando estávamos separados, ficávamos conversando o tempo todo pelo MSN Messenger – como não existia whatsapp, era o que tinha na época – ou pelo telefone. Como eu trabalhava durante o dia e estudava à noite, todo o tempo livre que me restava era pra ficar ou falar com ela. Eu havia parado de fazer coisas sozinho. A minha vida era ela. Era estar com ela.

Pois bem, devido a mil problemas familiares, ela resolveu passar 3 meses morando fora para trabalhar em um grande parque de diversões. Por mais que eu tenha insistido para ela não ir, os problemas que ela estava passando em casa foram maiores e ela foi.

Nesse momento, me bateu um imenso vazio. Eu não sabia o que seria de mim, sei lá. Eu já nem sabia mais quem eu era. O que eu iria fazer?

A angústia que senti nos momentos que precederam a viagem é indescritível. Por um lado, queria ficar a maior parte do tempo possível com ela e por outro sentia tristeza toda vez que a olhava, pois eu sabia que em breve seria a "última vez".

Sim, última. Eu tinha a autoestima tão baixa que não achava que um namoro de 2 anos poderia resistir à distância por 3 meses. Tinha certeza que seria trocado – e fui, por sinal, mas isso é outra história – e se ela era a minha vida, como eu iria sobreviver? Ainda mais porque ela preencheu o vazio que outra namorada tinha deixado. E sempre que fazemos isso, meu amigo, não dá nada certo... Como falei no meu texto anterior. (já leu?!)

E ela se foi. Simplesmente foi embora e levou a minha felicidade junto. Como eu não tinha mais escolhas, fui sobrevivendo. Trabalhando, estudando e tentando ocupar o tempo livre com outras coisas.

Até que chegou a primeira sexta-feira. Nas sextas, na volta da faculdade eu sempre a buscava, comprávamos alguma comida e bebida e íamos pra minha casa. Víamos filme, namorávamos e ficávamos conversando por horas. Quando passei pela casa dela bateu um vazio, mas eu tinha que ser forte. Passei em um supermercado, comprei três cervejas e um salgadinho de presunto que adoro. Cheguei em casa, tomei um banho, jantei e fui para meu quarto. Resolvi me ocupar pra não ficar mais mal ainda.

Abri a primeira cerveja, deitei na cama e coloquei um filme de ação total. Um daqueles bem “de homem” mesmo, que tem mais tiro que conversa, mulher de biquíni e muito sangue. Os que as mulheres geralmente odeiam.

Eu gostava tanto de filmes assim, e engraçado, fazia tanto tempo que não assistia nada parecido. Pois todo o meu tempo livre era com ela e assistíamos algo que os dois queriam. Geralmente um romance mela cueca. Quando o filme acabou, senti uma sensação estranha: eu estava feliz. Mas como assim, a namorada que eu tanto amava estava em outro continente pela primeira sexta-feira à noite e eu estava feliz? Que m#$$@ era essa?

Depois abri outra cerveja e liguei meu videogame. Nossa, como eu sentia falta dele. Já que todo meu tempo livre era com ela, eu não ia ficar jogando video game e deixá-la assistindo entediada, não é? Então ele estava abandonado, o coitado. Joguei muito, até cansar. Aí peguei mais cervejas, o salgadinho e assisti a um seriado que eu adorava e não via há tempos. E não é que a noite foi boa?

Os dias foram se passando e eu sentia falta, é claro, mas a minha dependência por ela estava cada vez menor. Eu percebi que poderia ser feliz sozinho e não dependia de ninguém pra isso. Percebi que a felicidade estava dentro de mim e não em outra pessoa.

Depois que terminamos o relacionamento – já que eu havia sido traído – eu fiquei bem. Aliás, continuei bem.

Tive outros relacionamentos após esse, e todos foram MUITO diferentes. Eles funcionaram bem, não havia dependência alguma nem ciúme excessivo como antes. As brigas eram quase inexistentes. Tudo porque eu mudei o modo de ver as coisas e, principalmente, percebi que cada um deve ser feliz sozinho. Claro que foi todo um processo e fui aprendendo com o tempo, com os meus erros.

Como já contei a história de como aprendi isso, vou facilitar pra você.

Aqui vão 3 dicas pra você ser feliz sozinho, ser independente emocionalmente, e fazer com que seu relacionamento seja bem melhor:

1. Encontre um ou mais hobbies

Para ser independente emocionalmente, primeiro você precisa sentir prazer em fazer coisas sozinho.

Então encontre ao menos um hobby e coloque-o na sua rotina. Pode ser qualquer coisa que você gosta: malhar, dançar, fazer algum esporte, correr, andar de bicicleta, assistir a um seriado, ler, pesquisar sobre moda e maquiagem, enfim, qualquer coisa que te dê prazer.

Você precisa sentir prazer e felicidade fazendo alguma coisa sozinha. Passe um tempo apenas com a sua companhia fazendo algo que você gosta.

Assim vai aprender que ficar sozinha é bom! É muito bom! Sozinha você pode fazer tudo que quiser, sem se preocupar com os outros. Pode curtir, relaxar, rir, dançar feito louca, qualquer coisa sem interferência dos outros.

2. Passe um tempo com seus amigos e familiares

Quando estamos em um relacionamento, tendemos a passar muitos momentos com o companheiro e é claro que isso é necessário. Mas você também precisa conviver com seus amigos e familiares.

Ter momentos de felicidade com pessoas diferentes ajuda a diminuir a dependência de uma, e a te mostrar que a felicidade não provém somente dela.

Mantenha saidinhas ou reuniões com amigas e amigos. Mesmo que seja só pra conversar. E participe da sua vida familiar.

3. Faça coisas sozinha

Esse passo é essencial. Faça coisas sozinha. Ponto.

Precisa ir ao shopping comprar uma blusa nova? Vá sozinha! Quer ver um filme? Que companhia melhor do que uma que não vai ficar falando, atrapalhando e nem comendo toda a pipoca? Vá com você mesma! Só vai à academia se a amiga for junto? O que ela tem a ver com o teu corpo? Vá sozinha!

Depois passe a ir a restaurantes sozinha. Você pode achar estranho no começo, mas não é. É um passo muito importante para você se tornar independente.

Cada vez mais, passe a fazer mais coisas. Tenho amigas que vão até viajar sozinhas quando não encontram companhia. E adoram!

Mas cuidado, não estou dizendo para você ser antissocial, apenas pra se amar e sentir prazer com a sua companhia. Se nem você gosta da sua companhia, quem irá gostar?

Só não dependa de ninguém para fazer coisas que você quer.

Olha, modéstia a parte... Mas se você praticar essas 3 dicas, garanto que estará no caminho de ser independente emocionalmente e, mais importante, feliz sozinho.


A sugestão para esse artigo veio de uma leitora. Você também pode enviar a sua dúvida, sugestão ou história para contesuahistoria@alexandrechollet.com Quem sabe ela é respondida aqui no blog?


Escrito por Alexandre

Consultor de relacionamentos e sincero demais. Escreve sobre relacionamentos desde 2009 e ajuda amigos (as) desde sempre :P
Envie sua dúvida para: contesuahistoria@alexandrechollet.com que ela pode ser respondida aqui no blog :)
snap: alexandreuc

A arte de deixar ir

Nem sempre um relacionamento acaba assim que chega ao fim. Parece algo controverso, eu sei. Mas na prática funciona assim. A gente precisa deixar alguém ir, mesmo que essa pessoa já tenha partido há algum tempo.

Não é fácil se livrar do dia para a noite de uma parte do outro que ficou em nós e mais difícil do que isso é abrir mão daquele pedaço da gente que parece pertencer mais ao que passou do que ao que sobrou.

Entretanto, difícil ou não, são esses os primeiros passos que damos para seguir em frente e poder direcionar toda a força que mantem o outro vivo para tentar enterrá-lo de vez.

É preciso entender que remoer lembranças não tem o poder de trazer ninguém de volta, mas é capaz de transformar o tempo em pó, ao ponto em que aceitamos viver um presente em meio à ausência de nós mesmos. Tentar transformar a saudade em nostalgia e assim, trazer à tona as memórias dos momentos juntos com carinho e não com uma dor impossível de ser superada.

Compreender que sentir a falta de alguém diz mais a respeito de como costumamos lidar com nossas perdas do que com a ausência de quem já não é mais rotina. E que encontrar culpados é só a coisa mais fácil a fazer nesses casos e a que temporariamente estanca melhor os ferimentos, mas que o que pode realmente curá-los é aceitar que ninguém tem culpa pelo que deu errado.

Infelizmente (ou não) somos incapazes de esquecer alguém. Ninguém sofre de amnésia pós-término e não é isso que precisamos fazer. O segredo nesses casos não consiste em apagar memórias, mas em ressignificá-las. Entender que cada história é exatamente o que tem que ser e sentir gratidão por todo o aprendizado que ela trouxer.

Quando alguém está se afogando e começa a se debater, só afunda cada vez mais. E é assim metaforicamente também. Lutar contra fatos não é capaz de muda-los, mas pode deixar nosso coração exausto a ponto de sucumbir à mágoas e ressentimentos.

E sofrer em vão uma hora cansa. Principalmente quando nossas mãos estão atadas e não há mais nada que possamos fazer para transformar passado em futuro. Nesses casos é mais sábio lutar pela nossa própria felicidade e torcer para que alguém com quem já fomos felizes um dia, seja genuinamente feliz também, ao seu modo. Afinal, ver o outro como um ser capaz de dar amor, mesmo depois de tudo o que passou, já é a maior prova de que vivemos realmente valeu a pena.

Enfim, deixar alguém partir não significa abrir a porta ou comprar para tal uma passagem só de ida. Nem falar da boca pra fora que quem já foi tão importante já não tem mais importância.

Não se trata de permissão. É questão de aceitação.

Deixar o outro ir não muda em nada a vida dele, mas transforma totalmente a nossa. Permitir que alguém fique como uma sombra, ocupa um espaço que pouco a pouco começa a fazer falta. E sabe, o coração também obedece aquela lei da física que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.

Por esse motivo e porque enxergamos que amarmos quem somos é o equivalente a não querermos viver presos a algo que nunca mais vai voltar é que abrimos mão de um sentimento que não serve mais pra nada, além de nos fazer sofrer. Só assim é que podemos enfim, preenchermos o que ficou vazio e voltarmos a morar dentro de nós mesmos.

Escrito por Denise Carvalho

RP pós-graduanda em Psicologia, mãe de gato apaixonada por dança, escritora e viajante entusiasta. Dorme só quando sobra tempo, mas sonha o tempo todo.

Filmes e séries que te farão amar ficção científica

O gênero ficção científica não se destaca como favorito da maioria das pessoas quando o assunto é filmes e seriados de televisão. Porém, se a trama te prende não só pela ciência envolvida, mas também pelas histórias dos personagens, a coisa muda de figura e te leva em uma viagem fantástica de conhecimento e interação. Conheça alguns filmes e seriados envolventes que te farão amar o gênero.

The 100

Imagine um mundo onde a Terra foi devastada por uma Guerra Nuclear e tornou-se inabitada por quase 100 anos. Os sobreviventes moram em uma nave pairando no espaço e vivem o momento mais difícil, desde que deixaram o planeta, a falta de recursos, como o oxigênio. Para descobrir se a Terra pode ser habitada novamente, eles enviam 100 jovens prisioneiros, os primeiros a pisarem em terra firme depois de 10 décadas. O enredo é surpreendente e te faz imaginar milhões de possibilidades, além de ter uma trama teen envolvente. O seriado é exibido pelo canal CW, está na terceira temporada e já tem a primeira disponível na Netflix.

Scorpion

Aqui é ciência pura e não só ficção. O seriado é baseado na história real do super gênio da computação, Walter O'Brien, e de sua equipe composta por um comportamentalista, Toby, uma calculadora humana, Sylvester, e um prodígio da mecânica, Happy, além do recém chegado Ralph. Eles se unem para resolver diversos problemas do mundo moderno. O enredo te fará aprender coisas fantásticas, além de te surpreender com as soluções dadas pelos gênios da ciência a problemas praticamente impossíveis de resolver.

Transcendence: A Revolução

O famoso pesquisador de ficção científica, Dr. Will Caster (Johnny Depp), está trabalhando na criação de uma máquina consciente com emoções humanas e se vê alvo de extremistas, que são contra o avanço da tecnologia. É quando Will sofre uma tentativa de assassinato e convence sua esposa Evelyn (Rebecca Hall) e seu melhor amigo Max Waters (Paul Bettany) a testarem nele mesmo seu mais recente invento. A ficção científica presente no filme é bem complexa, mas ao mesmo tempo fascinante, pois discute também o relacionamento e comportamento humano com a máquina.

Sense8

Original da Netflix, o seriado tornou-se um fenômeno logo nos primeiros dias de estreia. A trama envolve oito personagens, com cultura, religião, costumes, sexualidade e idiomas completamente diferentes, que estão conectados entre si de uma forma inexplicável. É aí que entra o enredo de ficção científica na história, mas a série não quer apenas explicar essa conexão, mas principalmente mostrar a relação de cada um, e como eles interagem. A primeira temporada está disponível no serviço de streamming e a próxima chegará em breve.

Gostou das dicas? Então vai lá, assisti e depois vem me contar se não ficou apaixonado por ficção científica.

Escrito por Isabel Tavares

Jornalista, apaixonada por histórias e pela arte de encantar pessoas através da escrita. Tenho 22 anos e amo moda, cinema, seriados e histórias encantadoras. Visite meu site: isabeltavares.com

Carta para minha (ex) ex melhor amiga

Escute enquanto lê:

Já se passaram três anos desde que te escrevi um texto, aqui nesse mesmo blog. Lembro que na época as pessoas tiravam sarro dessa minha página na internet, como se eu fosse uma louca falando sozinha para ninguém ler. Engraçado como as pessoas sempre duvidam do nosso potencial, não é? Você, não. Você sempre acreditou em mim. Comemorou meu primeiro visitante, e achava "chique" quando eu ganhava cem reais para fazer uma propaganda. Você sempre disse que eu escrevia muito bem, e que gostava de ler as coisas que eu escrevia. Sabia que eu nunca acreditei que eu fosse realmente boa? Até hoje tenho minhas dúvidas.

Parece ontem, mas na madrugada que te escrevi aquele texto, estava doendo muito. Meu peito estava apertadinho, doido pra dizer aquelas coisas em voz alta. Assisti um filme que contava a história de duas amigas inseparáveis, e eu te odiei por não estar ao meu lado. Eu jamais teria uma amiga igual à você. Bosta. Será que dava para voltar no tempo? Pra escolher uma outra amiga de infância? Pra fazer dupla com outra pessoa na sala de aula? O tempo havia se passado. Te levei comigo através dele. Crescemos juntas. Juntas tivemos nosso primeiro beijo, nossa primeira menstruação, e as primeiras rachaduras do nosso coração. Aprendi a curar as suas feridas, e você a não me levar tão sério assim. Só você sabia dos meus exageros, da casca grossa que eu insistia dizer que tinha, e do meu coração que era enorme, e sonhava em se apaixonar... Só você sabia da minha dificuldade em ser aceita, e do quanto me magoava ver que as pessoas me julgavam sem nem me conhecer.

Você ficava brava, me defendia com unhas e dentes. Queria que todos conhecessem quem era a sua amiga, ela era legal, gente! Você dizia. Insistia. Seu coração sempre foi enorme. Ainda é. Nunca conheci alguém que conseguisse estar sempre com o sorriso no rosto como você. Me dava raiva às vezes, tinha vontade de te bater. A pessoa te fazia um mal danado, e lá estava você, sorrindo. Com o tempo aprendi que estar bem consigo mesmo é a melhor coisa que existe, e que guardar mágoa não leva a nada. Precisei me afastar de você para entender isso, acredita? Mas confesso, até hoje te acho um pouco trouxa. Um pouquinho, vai.

Nunca te vi brigar com ninguém, mesmo. Nem com aquela sua amiga que arrumou o seu paquera pra amiga dela. Acha que eu esqueci? Não. Ela sabia que você gostava daquele garoto! Ela sabia que você estava ficando com aquele garoto! E no dia do seu aniversário ela levou uma amiga dela para ficar com ele. Eu lembro! E você continuou sorrindo. Mas comigo não foi assim, não é? Não estou jogando na sua cara, nem sendo malvadinha, porque você sabe, eu sou às vezes. Acho que tudo acontece por um motivo, e nossa briga teve um propósito maior. Me lembro até hoje do dia em que colocamos um ponto final na nossa amizade. Você passou jogando o cabelo, fingindo que não estava me vendo, ali, parada do seu lado. Eu ri bem alto, debochada, pra te provocar. Eu sabia que você iria voltar para tirar satisfação. Você odiava meu deboche.

E você voltou. Para logo mais, ir para sempre.

Você se foi por longos 5 anos. Tanta coisa aconteceu... Nos primeiros meses sem você, eu me perdi por completo. Tentei gritar ao mundo que eu não estava sentindo sua falta, ao mesmo tempo em que sangrava minhas dores. Recorri ao álcool, baladas, e cheguei à beira da depressão. Minha mãe se preocupava, vivia perguntando de você, queria saber o que eu tinha feito para termos brigado tão feio. Eu dizia não saber o motivo, porque essa era a verdade. Melhores amigas não brigam por qualquer coisa, segundo ela. Mas eu não sabia, eu simplesmente não sabia o motivo daquilo tudo! E isso doía mais um pouquinho. Antes eu tivesse assassinado seu cachorrinho, ou roubado seu namorado. Seria mais fácil explicar para as pessoas. Mas os motivos que levaram uma grande amizade a acabar, assim, de uma hora para a outra, não eram claros pra mim. Eu não acreditava que isso pudesse ter acontecido, de verdade. Lembro de ter ido atrás de você no início, mas sua cabeça estava à mil, cheia de influências negativas, e eu desisti. Me convenci de que às vezes, eu realmente fosse uma pessoa ruim. Me convenci de que a maior prova de amizade que eu poderia fazer por você era me afastando mesmo.

Por um tempo acreditei ser uma pessoa ruim. Acreditei em tudo de ruim que diziam sobre mim. E falar nisso, mesmo após anos, ainda engasga um pouco o choro na garganta. O tempo passou, mantive algumas amizades daquela época, e conheci novas pessoas. Amizades essas que me fizeram feliz novamente, que me mostraram que sim, eu era uma pessoa boa. Com a ajuda deles, tirei todo aquele sentimento encrostado nas paredes escuras do meu coração, e deixei que ele fosse luz novamente. Aceitei quando me ofereceram ajuda para me reerguer do chão, e levantei mais forte.

Escrevi meu primeiro livro nesse meu momento de superação. Larguei tudo que me fazia mal, desapeguei. Faculdade, namoro, e sentimentos ruins que insistia em abraçar. Acreditei no meu potencial, e me permiti ser aquela pessoa confiante que você conheceu. Acho que foi por isso que meu livro fez tanto sucesso. Minha primeira sessão de autógrafos foi linda, você fez falta. Todos as pessoas que eu amava estavam lá. Na época meu avô estava nas últimas do seu câncer, mas mesmo com muita dor, foi lá na livraria me ver. Ficou sentadinho o tempo todo, ainda sem entender o porquê tanta gente estava indo ali ver a sua neta. Você tinha que ver, esse foi um dos momentos mais incríveis da minha vida! Seu primo foi lá me dar um abraço, e confesso, todas às vezes que nos encontrávamos, doía mais um pouquinho. Ele me lembrava você, claro, nós três sempre fomos muito amigos. E estar perto dele sempre me fez bem, porque ele me contava em meio a assuntos aleatórios, como você estava. Acompanhei sua vida quietinha, de longe. Com medo de que você soubesse da minha curiosidade, e ficasse brava por isso. Eu só queria saber se você estava bem, feliz. Se o seu namoro estava dando certo, e se ele te tratava como você merecia ser tratada. Se tinha amigas. Se elas eram suas amigas de verdade, mesmo.

De vez em quando ficava sabendo de alguma fofoca, e logo abria a agenda do celular pensando pra quem iria contar. Droga. Minhas novas amigas não conheciam algumas histórias do meu passado. Diversas vezes me peguei contando uma história antiga para elas, só para depois contar alguma novidade relacionada, e poder desabafar com alguém. Mas acho que elas nunca entenderiam Thomas Hobbes. Ou a minha mania de chamar os garotos que me relacionava por nomes nada a ver para que ninguém entendesse de quem estávamos falando.

No meio de tudo isso várias pessoas tentaram envenenar a nossa amizade. Por que? A gente já nem conversava mais, era como se nunca tivéssemos sido sequer amigas. Então porque inventar coisas, colocar palavras na sua boca, e até mesmo na minha? Tudo isso para estragar ainda mais? Para trazer mais dor à duas pessoas que se amaram muito? Para tentar apagar o passado que foi tão bom?

Tentaram. Mas não conseguiram. Eu podia até acreditar por um momento, mas logo depois dizia para mim mesma "Duvido que ela falaria isso de mim". E a vida continuava.

Não posso dizer que em todo esse tempo em que ficamos afastadas, não fui feliz. Talvez eu tenha tido os momentos mais felizes da minha vida nesses últimos anos. Você também deve ter tido, sei que teve. Mas sempre teve um buraquinho, aquele vazio, o lugar cativo na fileira da frente dos que torciam por mim. Nunca perdi as esperanças de que um dia voltássemos a conversar, mas confesso que achei que isso fosse impossível. Ou era o que eu dizia em voz alta pra não querer parecer tão trouxa aos olhos das pessoas. É, acho que era isso mesmo. Eu tinha vergonha de dizer que se você aparecesse de novo na minha vida, eu estaria de braços abertos. Porque eu estaria.

Eu estava.

Acordei um dia desses com uma mensagem de 99 linhas sua. Tremi dos pés à cabeça. Olhei pro meu namorado assustada (nós agora moramos juntos), sem saber o que falar. O sorriso no rosto. Eu não tinha nem lido a mensagem, mas só de ver o seu nome, fiquei feliz. Na mensagem, você abriu o seu coração. Chorei quietinha, escondida no banheiro aqui de casa. Me emocionei de verdade ao ler que você sentiu saudades. Eu também senti. Sentia. Sinto... Te respondi com uma mensagem maior ainda (agora sou escritora, né), e logo depois já estávamos conversando. Talvez ainda um pouco sem jeito uma com a outra. Só faltávamos falar "Olá, boa noite. Segue em anexo meu pedido de desculpas". Até que te enviei um áudio falando pra você deixar de ser besta (eu sempre falo isso, incrível), pra que voltasse a falar normal comigo. Sem formalidades. Você disse que tentaria. Tive medo, será que conseguiríamos? Depois de 5 anos? Com todas as mudanças? Com todo nosso amadurecimento? Com toda dor que sentimos?

E para nossa surpresa, sim. No primeiro dia que voltamos a nos falar, senti que os 5 anos nunca tinham se passado. Voltei no tempo. Nós voltamos. Com o poder do amor, com o poder de uma amizade verdadeira. Lá em cima eu disse que acredito que nossa briga tenha tido um propósito maior, e talvez tenha tido mesmo.

Nossa briga nos fortaleceu, e me fez saber que nunca, nunquinha mais, quero me afastar de você. Mesmo que você faça birra, bata o pé, e diga que me odeia. Eu ainda vou bater na porta da sua casa. Mesmo que você grite, passe jogando o cabelo, e finja que não me viu. Eu ainda vou te enviar uma mensagem tentando te fazer rir. Mesmo que você diga que não quer me ver nunca mais. Eu ainda vou te amar, e fazer com que você me ame de volta. Na força mesmo. Tá avisada. Nem que eu precise te trancar no portão da minha casa.

Sei que 5 anos parece muita coisa, e é. Mas o que são 5 anos para a vida que teremos pela frente? Quando tivermos 70 aninhos, e formos duas velhinhas loucas e fofas, vamos nos lembrar desses 5 anos com um sorriso no rosto. O que são 5 anos perto do que temos pela frente? Eu estou aqui. Sou sua melhor amiga. E nunca mais vou deixar que você se vá de novo.

Toda loira precisa da sua morena. Toda menina precisa da sua melhor amiga no dia do seu casamento. E eu preciso de você, aqui comigo. Sendo minha Fefix de sempre, falando com voz irritante, e rindo de coisas que ninguém mais ri.

ps. eu adoro colocar ps

ps2. não acredito que te abracei de novo depois de tanto tempo

ps3. sabia que o texto "Minha ex melhor amiga" é o mais lido do blog?

ps4. obrigada por não ser mais "Minha ex melhor amiga"

Da sua melhor amiga, Isabela <3

Leia o primeiro texto aqui.

Escrito por Isabela Freitas

Isabela Freitas tem 25 anos, mineira, atualmente em São Paulo, mas vive mesmo no mundo da Lua. Gosta do número 7, amores de arrancar o coração, bichinhos de rua e músicas fofinhas. Ah, ela adora signos também. Sagitariana, teimosa, sincera, sonhadora, dramática e um pouco exagerada. Mas só um pouquinho. Autora dos livros "Não se apega, não" e "Não se iluda, não", e você pode comprá-los aqui. Juntos eles já venderam 500.000 exemplares e até hoje eu não acredito nisso.

LOUCURAS DE AMOR QUE (QUASE) TODA MUNDO JÁ FEZ (OU FARÁ ALGUM DIA)

Quando estamos apaixonadas queremos de algum modo demonstrar esse amor. Com palavras e atitudes, o importante é fazer com que algo invisível como o sentimento, tome forma e seja visto. As loucuras de amor são uma forma de fazer com que o amor ganhe formas. Às vezes de modo bem sucedido ou um fiasco total. O importante que demonstrar é uma das coisas mais prazerosas no amor, independente do resultado. E quem nunca fez uma loucura de amor? Quem nunca fez, não sabe o que está perdendo! #euadoro #eumeamarro

Por isso, conversando com meus amigos, encontrei um bando de loucos (que nem sempre são corinthianos), mas que me contaram seus casos. Como eu não sou cofre para guardar segredos, vou espalhar! #isittoolatenowtosaySORRY

  • CONHECER A FAMÍLIA

Desde quando conhecer a família do (a) namorado (a) é uma loucura de amor? É uma forma de dar forma ao amor pelo outro e uma loucura por motivos que irei destacar. Namoro se resume a duas pessoas e lá vai você conhecer pai – mãe - tio cachaceiro – prima - cunhado tarado - vizinha fofoqueira - cachorro que já morreu-cachorro que está vivo – cunhada – madrasta - a amante - o filho bastardo da família do seu atual. Se você está namorando sério ganhou de brinde a família do seu amor para opinar no namoro de vocês, a “obrigação” em ter que participar dos eventos coletivos, amigos secretos sem a menor graça, quando não aquelas ligações para desejar feliz aniversário para alguém que você tem pouca intimidade para falar um Oi que dirás o resto.

Um bom caminho é a amizade, sem forçar barra. Na amizade todos esses brindes indesejados do relacionamento vão se tornar verdadeiras gostosuras! Agora, para conquistar essa amizade não vá inventar de fazer bolo com a mãe do namorado se você nem sabe cozinhar para fazer média com a coroa que NÃO VAI DAR CERTO! Ou você, que quer conquistar o sogrão, chama o velho para fazer um churrasco, sendo que você não sabe nem a acender uma brasa! Tenta a amizade de maneira suave e sincera, sendo VOCÊ MESMO. Por mais babaca-imbecil-legal-gente boa que você seja, elas têm que gostar de você do jeito que você é (e vice-versa).

Obs: Se o namoro não tem chance de vingar, não faz isso, sua louca! Por que além de terminar com o boy, você tem que terminar com os familiares dele também!

Obs 2: Conquista logo a sogra, que todo o resto fica fácil.

  • FAZER TATUAGEM

Já vi tantos casais que resolvem demonstrar o amor fazendo uma arte no corpo e a tatuagem é em 99,9999% dos casos a opção mais escolhida. Contudo, em 99,999999% não é lá a melhor coisa a ser feita. Você poderá se arrepender e cobrir tatuagem, que é um processo doloroso e traumático. Apagar então, uma fortuna. Então, pense muuuuuuuuuuito antes de fazer este tipo de loucura. Agora, amigo, se você estiver decidido a fazer uma tatuagem para sua amada, faça um símbolo, um desenho, por que caso o namoro termine, você não estará com o nome de um ex no seu corpo. Seja louco, mas não BURRO! #jápasseiporisso

  • GÊMEOS SIAMESES

Nada de ir para os programas do namorado com os amigos dele. Acha mesmo legal ver o boy jogando bola e falando bobagens e você lá na arquibancada com cara de cão de guarda? Piorou, imagine só, ele, indo ao shopping contigo quando você vai fazer compras ou ir ao cinema com suas amigas! Vamos parar com isso??? Casais! Melhorem! Mas Cal, se eu parar ele vai ficar muito solto, ele pode me TRAIR!

Anota ai:

“Trair e coçar é só começar e pode ser em qualquer hora e qualquer lugar.” Crispim, Cal, 2016.

Queridos, não adianta dar uma de siamês que traição é desvio de caráter e não oportunidade! Se o cara quer estar contigo, ele vai estar. Se quiser trair, vai trair. O importante é vocês viverem como um casal, ter seus momentos de amor, mas sem aquela cena clássica: Amor, vou ao banheiro, vamos comigo?

E lá estão os dois de mãos dadas no toilette. #mepoupem #piorqueéverdade

Muito cuidado na quantidade de aproximação, não podemos querer ser o outro. Apesar de vocês serem um casal, a individualidade de cada um deve ser preservada. Cadê a personalidade? Cadê ser VOCÊ MESMO? Você deve participar da vida do seu namorado e ele da sua, mas não se esqueça que você é você , e ele é ele.

Entendam a diferença entre estar com o outro, e estar contido no outro. Estar contido, aonde você for, vai ter o seu (a) amado (a) dentro de você, e isso é suficiente para serem um bom casal.

  • SE DECLARAR PARA SEU MELHOR AMIGO

Quem nunca se apaixonou por um amigo? #quemvaiseapaixonarpeloinimigo #temqueseroamigomesmo

Pior do que se apaixonar por seu melhor amigo é tentar demonstrar que está apaixonada. Geralmente, escondemos o sentimento, enterramos a sete chaves e a última opção é confessar. Só que nós não fazemos parte da minoria, nós, as pessoas que fazem loucuras românticas, nos declaramos! Compramos o perfume ou uma roupa que ele goste muito. Ou (na lata!) um coração que vem escrito: Eu te amo. Cartões com mensagens de amor e ele... NADA DE PERCEBER!

Aos garotos apaixonados pelas melhores amigas: vocês levam a garota na porta de casa, seguram a respiração quando abraçam, rola um beijo no rosto, e você confessa que você ficou com vontade de nunca mais lavar a bochecha na vida. Compra o chocolate que ela gosta, faz piadas para a amiga rir até chorar, e ela... NADA TAMBÉM! Quem nunca? #eunão #mecontaram

Depois de viver tudo isso o que lhe resta é a certeza que ou ele (a) ainda não sacou seu sentimento ou tão somente finge-se de desentendida (o). Pode bater na pessoa para ela sacar? NÃO! E o que acontece depois? Você vai fazer o que não fez, falar a verdade, que pode ser assim: Você é linda (o), eu gosto de você, mais do que eu queria gostar. Eu sei que você é meu (a) amigo (a), mas eu não consigo mudar o que sinto. Eu gosto de você, mais do que um sentimento de amizade. Acho que é amor.

Não tem como saber se ele (a) vai gostar, se vai se afastar de você ou casar contigo daqui a duas décadas. Fato é que às vezes externar o que sentimos é melhor do que ficar guardando dentro da cabeça e do coração. Se você não falar, a resposta sempre será NÃO. Ao passo do fazer, abrem as portas para mais duas opções, o TALVEZ e o (tão sonhado) SIM. #confessojáfiz #comigodeucerto #prontosoulouca

  • PRESENTES INUSITADOS

As vezes exageramos na dose do gostar de alguém. Queremos tanto que a pessoa amada saiba do seu amor por ela que acabamos errando na medida. Alguns exemplos: colocar carro de som na frente da casa da namorada, com direito a música romântica, fogos de artifício e buquê de rosas (hêeeeee coisa mar brega! môdels). Tem também os presentes bizarros como dar um dente seu para seu namorado. (HÃM?), uma mecha do cabelo cortado #desculpameubem, até um pingente com gotas de sangue (se você namorar um vampiro, pode dar). Pra que isso mesmo, hein gente?

Ainda tem aquele grupo de loucos que gostam de ser românticos com a conta bancária, como se pudesse comprar o amor. Esses são do tipo que compram um cachorro de raça rara e presenteiam. Ou aquele gato caríssimo e feio “bagarai” e entrega no dia dos namorados. Ou do tipo que gasta o salário inteiro em um presente, mesmo ficando o resto do mês na pindaíba. Compra um celular lançamento, um carro para a namorada (eu quero um namorado desses, que dá o carro, o gato eu dispenso!) e por ai vai...

Gente, vamos com calma. Existem milhões de formas de fazer loucuras ao presentear, mas na maioria das vezes seu parceiro quer atitudes e nem sempre presentes mais caros são os melhores. Sabe, aquela ligação telefônica? Só para dizer que gosta mesmo, que ama de verdade, aaaaaaah, essa loucura vale mais que um perfume caro.

Mas não vou ser hipócrita, eu aceito qualquer presente. Não estou aqui para recusar! Repetindo: Qualquer presente, menos o gato!

  • RECONQUISTAR UM EX

Loucura, romantismo, chame do que quiser, mas tem coisa mais insana do que tentar reconquistar alguém? Se o amor valeu a pena, se existe a possibilidade de volta, corra atrás do que você quer! Se ele (a) é seu (a) ex, você saberá bem exatamente o que fazer. Se você quem pisou na bola durante o namoro, saberá também o que não fazer para dessa vez dar certo. Agora se ele (a) não lhe quer de jeito algum, pare de dar asas em um relacionamento sem futuro. Nenhuma loucura será suficiente e você sairá menos machucado (a). Não vai nessa de “eu confio no meu taco”. Talvez ele (a) nem goste de taco! Perde tempo não! #focanadica

  • AUTORAL

Tem presente melhor do que dar algo inédito? Algo que ninguém poderá presenteá-lo (a) de igual modo? Por isso que apostar na produção própria é um trunfo inalcançável. Sou suspeita para falar, pois das loucuras de amor, essa é a minha favorita. Então gata, vá por mim, não há nada mais sincero do que tirar de dentro de você uma ideia e colocá-la em forma concreta.

Faça uma música, demonstre o que você sente em palavras e melodia. Você não sabe cantar ou tocar? Escreva uma carta, um poema! Hoje em dia as pessoas têm se apropriado de textos de outras pessoas, pensadores como Caio Fernando Abreu, Clarice Lispector e por ai vai, para demonstrar seus sentimentos. É válido, mas sejamos autorais também! Coloque no papel o que você sente e mostre para seu (a) namorado (a). Se for tão difícil assim, está bem, escolha uma música que defina suas sensações e peça para que ela (e) ouça, deixando claro que seria como se fossem suas palavras para ela (e). Reúna fotos de vocês juntos e faça um álbum. Em um quadro com imã magnético, talvez. #jáfizisso #sensaçãomaravilhosa Tente dar suas formas para seu amor e nada de control c + control v na ideia dos outros. Seja você autora das suas histórias e compositora das suas emoções.

  • VIAGEM

Vivemos em dias tão corridos, estressantes e sem muito momento para paz. Aproveite o caos para planejar um momento com seu amor. Viagem é uma das opções mais prazerosas e favoráveis. E desde quando viajar é loucura, Cal? Desde que essa bendita geração nossa se prendeu a mundos virtuais, relações cada vez mais distantes e jornadas de trabalho exaustivas.

Invista em vocês dois, em um momento longe dos seus amigos (pode ser com amigos também, mas faça a trip). Escolha um cantinho para vocês chamarem de SEU! Escolha uma cidade, um lugar que possam desfrutar da privacidade e do romantismo que viagens como essa pedem. Isso significa que você se preocupa com o relacionamento, que vocês precisam de momentos de muita paz e amor. E se possível for, com a menor quantidade de mídias/redes sociais possível.

  • ROMANTISMO A MODA ANTIGA

O romantismo virou algo brega ou fora de moda. Ser romântico é constrangedor e embaraçoso (lógico, para alguns não). Para nossa geração, demonstrar sentimentos é equivalente a sinal de fraqueza emocional ou carência. E como vamos continuar assim? Como vamos amar assim? Tá ficando difícil, galerinha.

Tem coisa mais gostosa do que fazer alguém feliz? Por que o medo? Faça alguém sorrir, ainda mais se esta pessoa te faz feliz também. Nada como a reciprocidade! Aposte no romantismo, à moda antiga. Café da manhã na cama, andar de mãos dadas ou abraçados. Pétalas de rosas no chão, velas e vinho para uma noite de amor. Abra a porta do carro, deixe-a entrar primeiro nos ambientes e por que não a cordialidade ou o cavalheirismo?! Sem segundas intenções, ou talvez pela louca intenção de fazer o outro FELIZ E PRONTO! Diga: EU TE AMO! (quando tiver certeza que ama) Não tenha tanto medo dessas três palavrinhas. Faça se você tiver a sinceridade e a coragem de assim fazer! Lembremos que o amor não sai de moda!

  • PEDIDO DE CASAMENTO – MORAR JUNTOS

Uma das sensações mais deliciosas do mundo é você demonstrar que quer passar o resto dos seus dias com a pessoa que você ama. Como também é maravilhoso ter a certeza que tem alguém disposto a estar ao seu lado por toda a vida. Então, caso tenha certeza, compre as alianças, seja de alumínio, de coquinho, de prata, de ouro, seja se ajoelhando, colocando dentro de uma taça de vinho branco, de um pedaço de torta, seja como for o pedido, faça-o! Por que não fazer? Não perca a oportunidade de sentir seu coração ser tocado por alguém ou de tocar o coração de alguém, isso dá sentido a vida.


Passeamos por este manicômio emocional, vimos coisas a serem feitas e não feitas também. Agora você pode estar pensando: Mas essas coisas todas nem são tão loucas assim! E já que não são, por que não praticá-las? Encontre-se com seus medos, suas insanidades e equilibre-se na corda-bamba das emoções e dê o formato que achar melhor para seu amor. O tempo passa tão rápido e perdemos várias chances de sermos plenamente felizes por medo de simplesmente arriscar. Se ser feliz inclui algumas loucuras, como as citadas acima, sejamos loucos de vez em quando! De gênio e louco, todo mundo tem um pouco. Não já citaram isso por ai?

Se você lembrou de alguma loucura que fez por amor, conte-nos nos comentários.

Escrito por Cal CrispimFalck

Sou musicista (sem banda)
Escritora (sem livro)
Professora de Educação Física (que ama batata... frita!)
Dependente química em Seriados e chocolate (sim, no plural!)
Colecionadora de livros, gibis e cds (aceito presentes!) 
Apaixonada por Beach Tennis (meu escritório é na praia;)
Adoro escrever (principalmente escrever o que penso entre parenteses). 
Soteropolitana, nascida e criada em Salvador-Bahia (com grande antipatia por axé e cia. ltda) 
Ciumenta com meus familiares, amigos e amores 
#soudessas #adorohashtag #xerudacal
Agora sim, me fale mais sobre você? ...