Esse não é um texto sobre como eu te esqueci

Contos e Crônicas

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Escute enquanto lê:

Eu ia escrever um texto sobre como te esqueci, e sobre como agora sou uma mulher poderosa, mas vamos lá… Quem eu quero enganar? Eu não te esqueci. 

As pessoas gostam de se mostrar fortes, corações de pedra, são todos "Oi? Foi comigo? Mas eu não senti nada". Eu sinto. E sinto muito que nós não tenhamos dado certo. Eu errei, de verdade. Sei que não disse isso olhando no fundo dos seus olhos, mas é que nós dois sabemos que eu sou uma filha da puta orgulhosa. Nós dois também sabemos que você teria me desculpado se eu tivesse ao menos dito que sentia muito. Mas eu não disse, não vou dizer, e provavelmente você nunca vai saber.

Mulher poderosa aqui passa longe. Faz dias que não saio do meu quarto. O chão está cheio de caixas de comida espalhadas, meu cabelo está pra cima, e minhas olheiras parecem que finalmente já pertencem a mim. Procurei aquela sua camisa branca que você gostava de dormir por todos os cantos, e quando finalmente achei, desejei nunca ter achado. Ela ainda tinha o seu cheirinho. Não preciso nem dizer que dormi abraçada com ela, né? 

Eu poderia ser como as outras garotas, e fingir que está tudo bem. Mas eu nunca consegui te enganar mesmo. 

Eu queria dizer que eu te esqueci, mas quando as pessoas me perguntam sobre você eu apenas desconverso. Pergunto sobre o tempo. Falo sobre política. Quando a saudade aperta, abro alguma foto sua no celular e fico por alguns segundos admirando o seu sorriso ao meu lado. Tão leve, despreocupado, como se nada no mundo pudesse nos atrapalhar. 

Cruzei com você outro dia na balada, e você deve ter pensado que eu superei. Mal sabe você que passei o dia inteiro reclamando que não queria sair, mas que minhas amigas no final me convenceram. Elas fizeram minha maquiagem, escolheram uma roupa bem sexy, e disseram que eu deveria ficar com alguém na sua frente. E eu ia ficar, estava prestes a beijar aquele cara que você odeia, o Marcos, quando me dei conta de que isso não teria sentido nenhum. Então eu me sentei no banquinho do lado de fora da boate, e fiquei sozinha com meus pensamentos por um bom tempo. Você passou. Olhou. Olhou de novo. Ficou preocupado, sei que ficou. Mas não veio falar comigo. Você também é orgulhoso.

Mas o pior mesmo foi naquela festa da sua prima. Você sabia que nós éramos amigas, sabia que eu estaria lá, e mesmo assim, resolveu levar sua nova namorada a tiracolo. De início não me importei tanto, tentei não olhar para vocês dois, e não causar nenhum mal estar. Mas você não tirava os olhos de mim, me olhava como… Como posso dizer… Você me como se tivesse se divertindo. Isso mesmo! Você estava rindo da minha cara, como sempre fazia quando estávamos juntos. Como se dissesse "Ei, não vai vir falar comigo, não? Eu estou aqui". Eu não fui. E você veio. Quando estava se despedindo de todos da festa, me deu um beijo no rosto, e por alguns segundos achei que nós fossemos nós novamente. Que besteira. Você estava apenas sendo educado. E me provocando, claro.

Todos os dias sinto que perco um pedaço de você. Começo a esquecer suas manias, o que você dizia, e até o seu cheiro já não parece mais vivo quanto antes. Subo as escadas do meu prédio, e você fica nos degraus. Viajo para algum lugar novo, e te esqueço em casa. Sinto a dor que é te deixar ir. É como dizem, o tempo cura tudo. 

Esse não é um texto sobre como eu te esqueci. Esse é um texto para gritar ao mundo que eu não te esqueci. E talvez nunca vá esquecer. Só que em algum momento isso vai deixar de doer… Porque a vida segue. Eu segui. Você seguiu. E assim… Foi.

E se foi amor, algum dia vai voltar a ser.

 

Ei, gostou do texto? Deixa seu comentário. É importante pra mim :)

Isabela Freitas

Isabela Freitas é escritora, blogueira, e exagerada. Louca por histórias de amor, desenhos animados, e bichinhos de rua. Prega o desapego às coisas que não lhe fazem bem, e acredita que o otimismo e palavras bonitas podem mudar vidas. E aí, pronto para mudar a sua?

Crie um blog

Contos e Crônicas

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É engraçado dizer que uma página na internet pode mudar a sua forma de pensar, e de viver. Se alguém dizesse para a Isabela do passado que um dia ela iria proferir essa frase em voz alta, eu daria uma gargalhada. Isso é brincadeira, não é? Não, querida amiga. É a verdade nua e crua. 

Quando criei um blog estava em uma fase bem difícil da minha vida. Havia acabado de perder as pessoas que eu considerava minhas melhores amigas, e não bastasse isso, eu havia perdido também uma pessoa especial que só me fazia o bem. Não posso fugir da culpa, parte dela foi minha. Eu era inconsequente, gostava de viver a 300 km por hora, passar por cima de tudo para ser feliz, e não me importava nem um pouco com consequências. E a consequência foi me ver completamente sozinha, com um coração em retalhos. Tentei juntar os cacos do que restou, e seguir em frente. Porque é assim que eu sempre faço, não importa a dificuldade, eu encontro um jeito de sair por cima dela.

Criei meu blog, e comecei a desabafar para pessoas imaginárias do outro lado da tela. Eu não queria que milhares de pessoas lessem meus desabafos, eu só precisava colocar pra fora tudo que eu sentia, porque eu sentia. Mas a máscara de felicidade que usava 24 horas por dia não me permitia expulsar essas fraquezas para fora do meu corpo. E através das palavras, eu vi uma válvula de escape. Sabe aquelas cartas nunca enviadas? Aquelas cenas de despedida que nunca aconteceram? As desculpas que nunca foram proferidas? Todas elas faziam parte do meu blog. Ali eu escrevia a minha história, mas não a história real, a história que eu gostaria que acontecesse. E isso me fez um bem enorme, me fez crescer como pessoa. Ali eu pude ver claramente todos os meus erros, vi também todas as coisas que deveria mudar em mim mesma. Foi um processo de autoconhecimento. Eu amadureci em meio a palavras, e a textos escritos durante madrugadas frias. Cresci, de verdade. Quem me viu com 19 anos, e me vê agora, vê duas pessoas distintas. 

O blog me ajudou muito com um problema que me acompanhou por toda a vida: a aceitação. Eu nunca fui do tipo que é aceita nos lugares. Me lembro até hoje da primeira vez que mudei de colégio, foi um martírio. Entrei em uma sala completamente desconhecida, e me vi rodeada de meninas malvadas, que me olhavam como se eu não fosse digna de estar ali. Tudo bem, fiz amizade com os meninos. As vezes conseguia conquistar uma amiga, e a frase "Nossa, imaginei que você era completamente diferente'' era a mais comum. Sempre foi assim na minha vida, do colégio até a faculdade. Em todos os lugares que passava, era taxada como ''a loirinha patricinha antipática'', mesmo que a pessoa nunca tivesse sequer trocado 3 palavras comigo. E eu me refugiava em meio aos meninos, que sempre foram divertidos, brincalhões, e hospitaleiros. Dizer que isso não me machucava seria uma mentira das feias, machucava sim. Eu queria que as pessoas me olhassem e gostassem de mim, mas isso nunca aconteceu. Uma coisa sobre a vida: algumas pessoas gostam de distribuir ódio gratuitamente por aí, e por que eu tenho que provar que elas estão erradas? O mundo gira e elas vão descobrir por si próprias. Foi quando criei um blog que me vi rodeada de amigas de todos os lugares do Brasil, até do mundo. Elas estavam ali por mim. Pessoas que gostavam de mim pelo que eu realmente era. Uma menina qualquer, cheia de defeitos, erros, e – vai – alguns acertos. Passei a me sentir mais confiante, e vi que o problema não era comigo. Ali eu podia ser quem eu sempre quis ser: eu mesma. E ver que as pessoas se identificavam comigo me fez um bem enorme. 

Amar o outro é muito fácil, amar a si mesmo é um processo que pode levar anos – ou toda a sua vida. Com o blog eu passei a amar cada pedacinho de mim, e ter aquela vontade de bater no peito e dizer "Eu sou mais eu!". As críticas que antes tanto me incomodavam, hoje são motivo para um sorriso descontraído. Eu sei que não vou agradar todo o mundo, e nem é essa a minha intenção. É impossível e prepotente querer ser unanimidade. Eu só quero me rodear de pessoas que gostam de mim, e do que eu escrevo. Vocês são minhas melhores amigas e amigos distantes, e meu ponto de apoio quando tudo desabar. Porque a gente sabe, por mais estável que as coisas possam estar, sempre pode acontecer um terremoto e levar tudo para os ares.

Então se seu coração estiver doendo, você estiver se sentindo sozinha, desamparada, sem ninguém para contar… Crie um blog. Escreva. Dane-se o que vão pensar de você. No início vai se parecer com um diário online, aos poucos as pessoas irão aparecer, e você vai perceber que estamos todos juntos-sozinhos. 

Isabela Freitas

Isabela Freitas é escritora, blogueira, e exagerada. Louca por histórias de amor, desenhos animados, e bichinhos de rua. Prega o desapego às coisas que não lhe fazem bem, e acredita que o otimismo e palavras bonitas podem mudar vidas. E aí, pronto para mudar a sua?

Playlist: A trilha sonora de “50 Tons de Cinza”

Playlist

Criei uma playlist lá no Rdio com a trilha sonora fantástica de "50 Tons de Cinza" para poder escutar no repeat o dia inteiro! Vem curtir comigo?

Me segue lá no Rdio pra ouvir minhas outras playlists! :D

Isabela Freitas

Isabela Freitas é escritora, blogueira, e exagerada. Louca por histórias de amor, desenhos animados, e bichinhos de rua. Prega o desapego às coisas que não lhe fazem bem, e acredita que o otimismo e palavras bonitas podem mudar vidas. E aí, pronto para mudar a sua?

O que eu achei do filme “50 Tons de Cinza”

Filmes

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Oi gente! E aí? Hoje vim aqui falar do filme do momento, "50 Tons de Cinza". Vocês já assistiram? Fui assistir semana passada no cinema com meus amigos, e olha, tenho muito o que comentar do filme.

Primeiro eu queria deixar claro que: eu não li os livros (não consegui… e eu juro que tentei!), e muito menos sou crítica de cinema (então essa é a opinião de uma espectadora normal, se você procura críticas elaboradas, esse não é o lugar).

Sinopse pra quem não conhece: Quando Anastásia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja – mas em seus próprios termos.

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O filme traz uma trilha sonora IN-CRI-VEL, tem cenas inspiradoras, e por alguns momentos nos lembra aqueles filmes românticos fofos que tanto estamos acostumados. Mas acontece que 50 Tons não é um filme de romance normal, casual, pois ele traz a tona um tema muito pouco debatido nas rodas de amigos: o sadomasoquismo. Não sou careta, acho que se as pessoas se sentem bem fazendo algo que lhes dá prazer, elas tem mais é que fazer mesmo.

O que vejo muita gente ressaltando é que a Anastasia sempre consentiu com tudo que foi feito, e até que concordo. Porém eu não gosto da mensagem que o filme passa, entende? Acho que ~~para mim~~ ela não é positiva, pelo menos não no primeiro filme (sei que depois ela vai "amansar" a fera, mas por enquanto não estamos falando dos próximos filmes). Mas por que ela tem que aceitar quieta tudo que ele impõe? Que se dane os problemas que ele teve na sua infância, ou o "seu jeito". Eu queria que a Anastasia batesse o pé desde início falando "Ah, é o seu jeito? E esse é o meu. Se me quiser que mude." – sem soltar nenhum spoiler, posso dizer que no final ela toma uma atitude bem parecida. Não da forma descrita, mas pelo menos ela toma alguma atitude.

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Para quem tem senso de humor, o filme pode render boas risadas. Sei que eu e meus amigos rimos bastante, e em parte devemos isso a atriz que interpretou a Anastasia, Dakota Johnson. Ela foi fanstástica, trouxa uma vida à personagem que até a parte que li do livro (parei na metade do primeiro), eu não havia visto. O ator que interpretou Christian Grey, Jamie Dornan, é bom. Mas não tão bom quanto deveria ser… Acredito que a escolha do Ian Somerhalder seria muito melhor. Faltou um QUÊ a mais. 

Quanto às cenas eróticas, não se preocupem. Por incrível que pareça, o filme de 50 Tons não carregou na mão tanto quanto no livro. Isso se deve ao fato de que o filme tem classificação 16 anos. Algumas cenas em que a Anastasia aparece toda pelada, e só. Do Christian só vemos o abdomêm (ulala), e a bundinha (haha). Nada muito pornográfico, garanto. Dá para assistir com a mãe do lado!

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No geral acho que o filme trouxe a mensagem do livro e muito bem, então considero que 50 Tons é um bom filme. Não sou fã da saga, dos personagens, nada, mas tenho que admitir que o filme foi muito bem produzido.

Algumas críticas que deixo no ar: se o Christian Grey fosse feio e pobre, as pessoas ainda apoiariam esse caso dele com a Anastasia? Ainda achariam interessante o sadomasoquismo? Pode parecer papo de hater, enfim, mas acredito que existam muitos filmes por aí que trazem personagens doentios assim como o Grey, porém nesses filmes eles são tratados como aberrações e não tem direito a uma segunda chance. É isso que me irrita no 50 Tons de Cinza. O surrealismo daquela realidade. Em que mundo um cara te manda assinar um contrato com todas as possíveis loucuras sexuais que ele quer fazer e você continua no mesmo recinto que ele? Que mundo o cara te mostra um quarto vermelho cheio de coisas para te bater e você continua afim dele? Que mundo o cara fala que você tem que chamar ele de "Senhor", e que você não pode encostar nele, e você continua insistindo nessa relação?

Na vida real sabemos distinguir o certo de errado. E se eu topasse com um "Grey" na esquina tenho certeza que ele não seria de forma alguma apreciado. 

Qual a opinião de vocês? Assistiram o filme? O que acharam? 

De qualquer forma vale assistir por isso:

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Isabela Freitas

Isabela Freitas é escritora, blogueira, e exagerada. Louca por histórias de amor, desenhos animados, e bichinhos de rua. Prega o desapego às coisas que não lhe fazem bem, e acredita que o otimismo e palavras bonitas podem mudar vidas. E aí, pronto para mudar a sua?

Pra você que não se cansa de iludir.

Contos e Crônicas

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Eu vi você em frente a um bar sorrindo com outra. Aparentemente, vocês estavam felizes. Aparentemente, as coisas estavam muito bem. Ela te olhava como se pedisse (como eu te pedi um dia) pra nunca mais ir embora. Só faziam algumas semanas quando você se calou e me deixou sem respostas. Tua partida ainda estava recente, mas você já tinha decidido de que não perderia tempo. Você a tocava com afeto, entrelaçava seus dedos ao cabelo dela e sorria. Ela parecia estar totalmente entregue a você, só conseguia te olhar, te beijar e sorrir pra você como se não existisse outra pessoa no mundo capaz de fazê-la sorrir e sentir o que estava sentindo. Aparentemente se sentia segura (como eu também me senti um dia) com você.

Caiu uma gota de cerveja no vestido dela, você pediu desculpas. Fitou o olhar ao dela e a deixou sem graça. Pediu uma porção de fritas ao garçom e sem permissão, a deixou que comesse nas suas mãos. Atendeu o celular no meio da noite, deixou a moça alguns minutos sozinha e voltou dizendo que foi um amigo. Você conversou sobre ela, disse que era linda, falou da cor dos olhos dela e no final da conversa, apertou o seu queixo, tocou na ponta do nariz e mais uma vez, elogiou. Na mesma noite, elogiou o vestido, a pulseira de bolinhas douradas, o cabelo, o canto dos olhos, o sinal no pescoço, os lábios, os beijos, e quando não restou lugar algum pra enfiar os seus elogios, você pediu mais um beijo, sem pensar duas vezes, claro, ela te beijou. Quando acabou o assunto, você perguntou quando vocês poderiam se ver de novo. Antes de se despedir disse que já estava com saudades e que mal esperava chegar o próximo final de semana. Era domingo e você desejou que ela dormisse bem. Chegou segunda-feira e você ligou pra dar bom dia, perguntou como as coisas estavam indo, cogitou se encontrar depois da aula, sugeriu um sorvete na terça, uma pizza depois do trabalho na quarta, um cinema na quinta, um passeio a noite na praia numa sexta. No sábado, convidou prum café, depois prum bar, pruma Temakeria. No domingo, você propôs um almoço, depois um filme em casa, depois uma boa transa, um banho de chuveiro a dois e um cochilo no final do dia. Por fim, prometeu ficar e mais uma vez não cumpriu. Tudo tão rápido, intenso e extremamente confuso, como você sempre foi.

Ela trocou a foto do perfil no Facebook, cê comentou com um coração. Se declarou com uma letra de uma música do Nando Reis, a levou pra conhecer sua família, apresentou pros seus amigos, foi ao shopping de mãos dadas, assistiu ao filme de comédia romântica que estava em cartaz, dividiu o refrigerante, ofereceu pipoca na boca dela. Falou em saudades, disse que queria sentir o cheiro do perfume, disse também que queria voltar a tocar a sua pele e que estava com saudades de sentir o cheiro de sabonete pela casa e vê-la enrolada em sua toalha. Disse que a casa estava fazia, a chamou pra dormir por lá, comprou um vinho pra acompanhar. Conversou sobre filmes, sobre comida, sobre música, banda, viagens e depois, partiu. Você era exatamente o mesmo quando te conheci. Juro que, por um momento, acreditei que dessa vez você levaria o amor a sério. Até que você resolveu continuar sendo o babaca que sempre foi. Evitou as conversas, deu milhares de desculpas pra não ir ao bar, ou tomar um café, ou comer um Sushi, ou dormir assistindo um filme, ou beijar no escuro do cinema, ou um banho de chuveiro a dois, ou sorrir como se não houvesse amanhã, ou ligar amanhã de manhã pra ao menos dizer: ''tô sumindo, se vira!''. Tudo bem se você não estava mais afim, mas não precisava criar tanta expectativa no outro, muito menos dizer que iria ficar quando já estava de saída. Sua vida sempre com o mesmo ciclo. Você sempre tão instável, sempre com os mesmos papos, com os mesmos gestos, com as velhas frases e uma lista que cresce a cada uma que se envolve e se engana por você. Cê troca de amor como se trocasse de cueca e promete a todas, um mundo que nem mesmo você conhece. Teu amor é inventado, tua saudade é idealizada, tua presença é por um triz, teu olhar é infeliz, teu prazer é só passagem, tua vida é uma viagem cujo o destino cê nem sabe, tua voz é a mesma, tuas promessas são incertas e você, não é tão seguro quanto parece ser.

Quando vi vocês, a vontade que tive era de perguntar qual o dia que você iria sumir e deixá-la sem respostas. Mas preferi ficar na minha, acompanhar o desfecho e torcer pra que, dessa vez, você fosse o iludido da história. Eu esperei, sinceramente, que ela não fosse só mais uma em tua lista. Agora, só desejo que ela não se perca a cada dia como eu me perdi. Que ela se encontre e se perceba, que sinta por ela todo o amor que sentiu por você, que de uma vez por todas, compreenda que você é só mais um moleque tentando aprender como ser um homem de verdade, e que talvez, nunca conseguirá ser. Que aceite que você não a merece e que apesar do que fizestes, que ela jamais deixe de acreditar no amor.

Tenho 22 anos, apaixonado por cafés, seriados e filmes de romance, mas amo cervejas e novelas se houver um bom motivo pra isso. Dramático, intenso e extremamente intuitivo. Leio horóscopo, sorrisos e corações partidos. Escrevo sobre casos, por acasos e acasos do amor, sobre boas lembranças e péssimas escolhas no: